TCE-RJ se Torna Nova Frente de Tensão para Cláudio Castro
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) emerge como um novo foco de desgaste para o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Paralelamente ao seu julgamento na Justiça Eleitoral pelo caso Ceperj, que pode levar à sua cassação, o TCE avança em investigações sobre aportes financeiros de estatais e suspende iniciativas importantes do governo.
A atuação do tribunal ocorre em um momento delicado para Castro, que busca reorganizar forças políticas em meio a escrutínio público e judicial. As investigações e decisões do TCE adicionam mais um capítulo às complexidades enfrentadas pela gestão estadual.
As decisões do TCE impactam diretamente programas e finanças do estado, aumentando a pressão sobre o governo e levantando questionamentos sobre a gestão de recursos públicos, conforme informações divulgadas pelo O Globo.
Vagas Cobiçadas no TCE e Condenações de Conselheiros
Duas vagas no TCE-RJ estão prestes a ser abertas, gerando intensa disputa política. As cadeiras pertencem aos conselheiros Domingos Brazão e José Gomes Graciosa, ambos com históricos de condenação. Brazão foi apontado pelo STF como mandante do assassinato de Marielle Franco, enquanto Graciosa foi sentenciado por lavagem de dinheiro na Operação Quinto do Ouro.
Investigações sobre Aportes no Banco Master
O TCE investiga aportes significativos da Cedae e do Rioprevidência no Banco Master. O conselheiro Graciosa, antes de sua condenação, já havia apontado “omissões e irregularidades” em aplicações de R$ 970 milhões do Rioprevidência no banco. O então presidente do órgão, Deivis Marcon Antunes, deixou o cargo após uma operação da Polícia Federal.
Em caso semelhante, o conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento questionou aportes de R$ 200 milhões da Cedae no Master, destacando a “elevada concentração” de recursos na instituição e colocando em xeque a atuação do diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos, indicado por Castro. Documentos levantados pelo TCE indicam uma visita de assessores de Santos à sede do Master antes da autorização para receber investimentos da Cedae, o que a estatal atribui a um erro de digitação.
Programa de Câmeras de Segurança Suspensa
O secretário estadual de Casa Civil, Nicola Miccione, foi levado a suspender uma licitação de R$ 2 bilhões para a compra de 200 mil câmeras de monitoramento. A iniciativa, parte do programa “Sentinela RJ”, foi embargada pelo TCE sob a alegação de que o edital apresentava “privilégios” para empresas estrangeiras, com a chinesa Hikvision sendo apontada como favorita.
Fonte: O Globo
