Segurança Presente: Expansão sob Indicação Política Ignora Mapeamento Criminal, Revela Documentação

Segurança Presente: Expansão sob Indicação Política Ignora Mapeamento Criminal, Revela Documentação

Programa Segurança Presente Terá Expansão Baseada em Dados Criminais e Não Mais em Indicações Políticas Documentos obtidos pelo governo estadual indicam que a expansão do programa Segurança Presente ocorria por meio de indicações de políticos, sem levar em consideração a real incidência criminal nas regiões. Em resposta, o programa foi transferido para a Polícia Militar […]

Resumo

Programa Segurança Presente Terá Expansão Baseada em Dados Criminais e Não Mais em Indicações Políticas

Documentos obtidos pelo governo estadual indicam que a expansão do programa Segurança Presente ocorria por meio de indicações de políticos, sem levar em consideração a real incidência criminal nas regiões. Em resposta, o programa foi transferido para a Polícia Militar e passará por uma auditoria para garantir maior eficácia.

A atual gestão busca otimizar o programa, que atua em 64 bases e possuía um orçamento de R$ 385 milhões. A intenção é que a expansão futura seja orientada por mapas de incidência criminal, visando uma distribuição mais estratégica dos recursos e efetivos.

A Secretaria de Governo planejava abrir 28 novas bases até o fim do ano, com parte do financiamento vindo de um convênio de R$ 20 milhões com a Faperj. A documentação aponta associações diretas entre a instalação de novas bases e nomes de deputados estaduais, como Anderson Moraes (PL), que teria indicado locais como Belford Roxo e Barra Olímpica.

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Políticos Citados e Declarações sobre o Programa

Além de Anderson Moraes, outros parlamentares foram associados a pedidos de instalação de bases. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas (PL), teria solicitado uma unidade em Alcântara, São Gonçalo. Thiago Gagliasso (PL) foi ligado a bases na Glória/Catete e Maracanã/Praça Varnhagen, enquanto Índia Armelau (PL) teria indicado Realengo e Filippe Poubel (PL), Casimiro de Abreu.

Douglas Ruas afirmou que os pedidos são “um pleito antigo dos moradores” e negou indicação política. Anderson Moraes declarou ser “contra a política orquestrar a segurança pública”. Thiago Gagliasso confirmou ter apresentado solicitações baseadas em demandas populares, mas negou influência sobre as bases existentes. Índia Armelau e Filippe Poubel também declararam atender a pleitos da população.

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Transferência para a Polícia Militar e Novos Critérios

A Secretaria de Governo, anteriormente comandada por André Moura (União), deixou de ser responsável pelo programa. A transferência para a Polícia Militar visa integrar o programa à Diretoria-Geral de Programas. Segundo fontes do governo, o Segurança Presente conta atualmente com 985 policiais militares e 1.037 agentes civis.

Um decreto futuro definirá as atribuições da Polícia Militar e da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). À Sesp caberá a responsabilidade de criar critérios para medir eficiência e produtividade. Uma auditoria em contratos de locação de contêineres está em andamento.

Análise de Especialistas sobre a Ingereência Política

O antropólogo Robson Rodrigues, ex-chefe do Estado-Maior da PM do Rio, considera que a ingerência política desfigurou o programa, substituindo critérios objetivos por interesses de grupos. Ele aponta que a expansão do programa representou uma oportunidade para muitos deputados.

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Rodrigues vê a migração para a PM como potencialmente positiva, se bem administrada. A integração de planejamento, indicadores e supervisão sob uma única instituição pode otimizar o policiamento ostensivo. No entanto, ele ressalta a importância da cobrança da sociedade civil para garantir a efetividade do serviço.

Fonte: g1.globo.com

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