Zema defende intervenção federal no Rio contra facções e critica ‘sociólogos’ na segurança pública
O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), defendeu a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro para combater o domínio de facções criminosas. Em entrevista ao portal UOL e à Folha de S.Paulo, Zema afirmou que o governo federal deve atuar em áreas onde o crime organizado controla o território, classificando os criminosos como “terroristas”.
Segundo o ex-governador de Minas Gerais, o Rio de Janeiro “saiu do controle” e outros estados correm o mesmo risco. Ele acredita que a população local apoia uma intervenção desse tipo. O Rio de Janeiro já passou por uma intervenção federal na segurança em 2018, durante o governo de Michel Temer, comandada pelo general Walter Braga Netto.
Zema também propôs manter as áreas de Justiça e Segurança sob um mesmo ministério. Se eleito, pretende nomear para essa pasta um profissional com experiência policial prática. “Chega de sociólogo, assistente social e antropólogo dando opinião e decidindo pela segurança pública”, declarou.
Diferenças com Flávio Bolsonaro e críticas à corrupção
Ao se comparar com o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), Zema ressaltou sua trajetória de trabalho e pagamento de impostos, contrastando com a origem de políticos do setor público. Ele afirmou não ter “rabo preso” e criticou conchavos políticos. Sobre as acusações envolvendo Flávio Bolsonaro, como a “rachadinha” e a compra de imóveis, Zema declarou ser favorável a todas as investigações, “não quero ninguém acobertado”.
O pré-candidato também abordou a questão da corrupção, defendendo a investigação de ministros do STF com ligações ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele citou casos envolvendo os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além de questionar os financiamentos de Vorcaro às campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro.
Propostas para privatizações e programas sociais
Zema reafirmou seu compromisso com a privatização de todas as estatais “que faturam”, visando utilizar os recursos para quitar dívidas e reduzir os juros. Ele mencionou a intenção de privatizar a Petrobras “o quanto antes”, dependendo da relação com o Congresso Nacional. Em sua gestão em Minas Gerais, ele privatizou centenas de empresas e subsidiárias.
Sobre reformas, Zema defendeu uma nova reforma previdenciária com aumento do tempo de contribuição e da idade mínima, garantindo que não haverá perda para os aposentados. Ele também pretende rever os programas sociais, alegando haver muitas fraudes e pessoas aptas ao trabalho que dependem do benefício.
Em relação ao trabalho infantil, Zema esclareceu que sua proposta é expandir o programa Jovem Aprendiz, pois considera que muitos jovens não têm oportunidades devido à burocracia e limitações do programa atual. “Nós temos de intensificar esse projeto que existe hoje”, disse.
Fonte: UOL
