Governador do Rio de Janeiro fala sobre possível saída do cargo
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que ainda não definiu a data para sua eventual renúncia ao cargo. A decisão é um passo necessário caso ele opte por concorrer ao Senado nas eleições deste ano. A informação foi divulgada em entrevista coletiva realizada no Sambódromo Marquês de Sapucaí.
Castro explicou que a definição do momento de sua saída está atrelada a uma articulação política com seu grupo, que inclui figuras como o senador Flávio Bolsonaro e o presidente do PL, Altineu Côrtes. O prazo legal para a desincompatibilização é 3 de abril, mas o governador ressalta que a decisão depende de outros fatores.
“Não tem data. Eu sempre falei que isso estaria indexado a uma possível candidatura do nosso grupo político”, declarou Castro. Ele enfatizou a necessidade de ter a garantia de que o Estado permanecerá em boas mãos, especialmente diante dos desafios financeiros. “Preciso eu ter a garantia de que a pessoa que, caso eu saia, vá ficar no meu lugar, seja alguém com condições de tocar, sobretudo num estado com R$ 19 bilhões de déficit até o final do ano”, explicou.
Nicola Miccione como sucessor no Palácio Guanabara
Em relação à sucessão direta no Palácio Guanabara, Cláudio Castro apontou o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, como o nome ideal para assumir o comando do Estado em uma eventual eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). “Caso eu saia, meu único projeto é o secretário Nicola. Exatamente por conhecer muito bem a máquina, saber o que vai fazer até o final”, afirmou.
No entanto, o governador ponderou que a decisão final não é impositiva. “Eu não sou dono do Rio de Janeiro para definir o destino das pessoas. Eu lidero, vou tentar convencê-los [os parlamentares] que é o melhor caminho”, disse.
Carnaval do Rio e ausência em desfile
Questionado sobre sua ausência no desfile dos Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Castro minimizou o episódio. Ele negou qualquer motivação política, justificando que não assistiu a nenhum desfile no domingo, pois o ambiente dos camarotes institucionais exige atenção aos convidados.
Enquanto o prefeito Eduardo Paes (PSD) acompanhou Lula na Avenida, Castro permaneceu em seu camarote. O governador celebrou o sucesso do Carnaval, classificando-o como “o maior Carnaval da história”. Ele destacou a alta ocupação hoteleira, que superou 91%, e o investimento recorde do estado, com “maior patrocínio público da história, de R$ 97 milhões”.
Fonte: G1
