Inflação oficial de janeiro fica em 0,33%, puxada por gasolina, e se mantém dentro da meta do governo

Inflação oficial de janeiro fica em 0,33%, puxada por gasolina, e se mantém dentro da meta do governo

Inflação oficial de janeiro registra 0,33%, mesmo índice de dezembro, com pressão da gasolina e alívio na conta de luz A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou janeiro em 0,33%, repetindo o desempenho de dezembro. Apesar da alta, o resultado se mantém dentro da meta estabelecida […]

Resumo

Inflação oficial de janeiro registra 0,33%, mesmo índice de dezembro, com pressão da gasolina e alívio na conta de luz

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou janeiro em 0,33%, repetindo o desempenho de dezembro. Apesar da alta, o resultado se mantém dentro da meta estabelecida pelo governo, com o acumulado em 12 meses atingindo 4,44%, inferior ao teto de tolerância de 4,5%. A divulgação dos dados foi feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10).

O aumento nos preços da gasolina foi o principal fator de pressão sobre o índice em janeiro, respondendo por 0,10 ponto percentual. Em contrapartida, a queda no valor da conta de luz contribuiu para frear a inflação, com impacto negativo de -0,11 ponto percentual. Outros itens que apresentaram recuo significativo foram passagens aéreas e transportes por aplicativo.

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A meta de inflação para o ano é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desde novembro, o IPCA tem se mantido dentro desse intervalo, o que indica o cumprimento da meta, segundo as regras atuais que avaliam os 12 meses anteriores. Instituições financeiras projetam que o IPCA feche o ano em 3,97%.

Gasolina lidera alta e reajuste do ICMS impacta preços

O grupo de transportes foi o que mais impactou o IPCA em janeiro, impulsionado pela alta de 2,14% nos combustíveis em geral. A gasolina, em particular, registrou uma elevação de 2,06%, atribuída ao reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que entrou em vigor no início do ano. O etanol (3,44%) e o óleo diesel (0,52%) também tiveram aumentos.

Apesar da alta inicial, a Petrobras anunciou uma redução de 5,2% no preço da gasolina no final de janeiro. A repercussão dessa medida no bolso do consumidor ainda será observada. No mesmo grupo de transportes, o preço do ônibus urbano subiu em média 5,14%, com reajustes em diversas capitais.

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Conta de luz mais barata e alimentos com leve alta

A energia elétrica residencial apresentou uma queda de 2,73% em janeiro, sendo o principal fator de desaceleração do IPCA. Essa redução foi possível pela vigência da bandeira tarifária verde, que não gera cobrança adicional, ao contrário da bandeira amarela vigente em dezembro. Este alívio na conta de luz foi crucial para manter a inflação controlada.

O grupo de alimentação e bebidas, que possui grande peso no orçamento das famílias, registrou a menor alta desde 2006, com 0,23%. Alimentos como leite longa vida (-5,59%) e ovos (-4,48%) apresentaram queda nos preços, influenciados pelo aumento da produção e estoques. No entanto, o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%) tiveram elevação.

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Serviços e preços monitorados: o cenário geral

O índice de difusão, que mede a disseminação da inflação entre os produtos e serviços, ficou em 64% em janeiro, superior aos 60% de dezembro. O grupo de serviços registrou uma alta de 0,10%, a menor desde junho de 2024, mas acumula 5,29% em 12 meses. Fatores como férias e aumento do salário mínimo podem ter influenciado a demanda.

Já os preços monitorados, que incluem combustíveis e tarifas públicas, subiram 0,53%, atingindo 7,48% em 12 meses. A gasolina, o ônibus urbano e taxas de esgoto foram os principais responsáveis por essa elevação. O IPCA abrange uma cesta de 377 subitens, coletados em dez regiões metropolitanas e outras cidades do país.

Fonte: G1

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