Nova ofensiva do MP do Rio contra núcleo do antigo gabinete de Carlos Bolsonaro
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou com uma ação de improbidade administrativa contra sete servidores que atuaram no gabinete do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de “rachadinha” que teria ocorrido ao longo de sete mandatos consecutivos do ex-vereador, abrangendo o período de 2005 a 2021.
A ação pede a devolução de R$ 1,9 milhão aos cofres públicos, valor que teria sido desviado. Conforme a investigação, o esquema era operado por Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete, apontado como o “centro operacional e principal beneficiário” dos desvios. Sua esposa, Regina Célia Sobral Fernandes, também nomeada como assessora, é igualmente alvo da ação.
A apuração indica que funcionários fantasmas lotados no gabinete devolviam a maior parte de seus salários. Paralelamente à ação de improbidade, um processo criminal por organização criminosa e peculato tramita na Justiça do Rio, ambos em sigilo. Carlos Bolsonaro é investigado em um inquérito separado, após o MP ter reaberto o caso em fevereiro por omissões na apuração inicial, apesar de, em um primeiro momento, ter descartado sua participação direta por falta de provas de pagamentos a ele.
Detalhes da Operação e Suspeitas
A investigação do MP-RJ detalha que o esquema de “rachadinha” envolvia a devolução de salários por funcionários fantasmas. Jorge Luiz Fernandes, considerado o principal articulador e beneficiário, e sua esposa, Regina Célia Sobral Fernandes, são os principais alvos da ação de improbidade.
Valor Desviado e Processos em Andamento
O montante de R$ 1,9 milhão é o valor que o Ministério Público busca reaver dos cofres públicos. Além da ação civil, um processo criminal por organização criminosa e peculato está em curso na Justiça, ambos sob sigilo.
Investigação sobre Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, não está entre os sete processados nesta ação de improbidade, mas é alvo de um inquérito separado. A Procuradoria-Geral de Justiça determinou a reabertura de sua investigação em fevereiro, apontando omissões na apuração inicial que havia descartado sua participação direta.
Fonte: g1.globo.com
