Operação da Polícia Federal prende Márcio Canella e investiga lavagem de R$ 7,6 bilhões
O pré-candidato ao Senado pelo União Brasil no Rio de Janeiro, Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso em flagrante nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal. A prisão ocorreu após agentes encontrarem um fuzil calibre .556 no carro do político.
A apreensão da arma aconteceu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra Canella, que é suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro operado por meio de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio. A PF também apreendeu pistolas, grande quantidade de munição e relógios de luxo.
Segundo a corporação, Canella é investigado como o “braço político” de um grupo responsável pelo suposto esquema. A prática criminosa veio à tona após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar uma movimentação financeira suspeita de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Conforme informação divulgada pela PF.
Investigação abrange ex-secretário de Polícia Civil e 19 mandados de busca
Além de Márcio Canella, o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do governo Cláudio Castro (PL), também foi alvo de busca e apreensão. Ao todo, a operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em cidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense.
A Justiça autorizou ainda o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. Canella deixou a prefeitura de Belford Roxo no início deste ano para concorrer às eleições deste ano.
Canella era indicado para chapa de oposição em 2022
Em fevereiro, Márcio Canella foi indicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato ao Senado, integrando a chapa de Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e pré-candidato ao governo do estado pelo mesmo grupo político.
A Polícia Federal informou que os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, com possibilidade de novas acusações surgirem durante as investigações.
Operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II
A ação desta terça-feira se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, uma iniciativa coordenada pela PF para desarticular organizações criminosas atuantes no Rio de Janeiro, em linha com diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF). A “Operação Unha e Carne”, que começou em 2025, foca no combate à corrupção e lavagem de dinheiro no estado.
Fonte: G1
