Suspeito de assassinato em Cosmos é preso em São Paulo
Um homem suspeito de ter executado o próprio padrasto a tiros, no bairro de Cosmos, Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi preso nesta terça-feira (7) em São Paulo. Alexandre Muniz dos Santos Noronha, de 32 anos, teria disparado três vezes contra a cabeça do comerciante André Manoel Fraga, de 47 anos, no último domingo (5).
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso e aponta a retaliação familiar como possível motivação. Segundo a polícia, Alexandre alegava que o padrasto havia estuprado sua irmã anos atrás, quando ela ainda era adolescente. No entanto, a família da vítima refuta veementemente essa acusação, classificando-a como uma tentativa de difamação para justificar o crime.
Após o crime, o suspeito fugiu do Rio de Janeiro. Uma operação conjunta entre as polícias do Rio e de São Paulo foi realizada para localizá-lo. Intensificadas as buscas em vias que dividem os estados, Alexandre decidiu se entregar à polícia em Ubatuba, São Paulo, onde confessou os fatos.
Controvérsia sobre a motivação do crime
Március Alysson Xavier, sobrinho da vítima, declarou ao DIA que a alegação de estupro é uma invenção para defender o filho e manchar a imagem do padrasto após sua morte. Ele questiona a ausência de registros formais sobre a suposta violência na adolescência da irmã de Alexandre, como boletins de ocorrência ou corpo de delito.
“Isso é uma tentativa de difamação. Para defender o filho, a mãe está inventando isso no bairro em que eles residem para que essa informação viralize e o meu tio, depois de falecido, saia como estuprador”, afirmou Március.
Família da vítima nega acusações e aponta ganância
O sobrinho de André Manoel Fraga ressaltou que o comerciante era uma pessoa querida na comunidade e que nunca houve qualquer acusação de abuso contra ele enquanto vivo. “Como que um estuprador, que é o que eles falam, anda na rua assim e ninguém faz nada? Isso não existe”, disse.
Március Alysson sugere que a motivação real do crime pode ter sido ganância. Ele descreveu André como o “alicerce da família”, uma pessoa generosa que frequentemente ajudava quem precisava. “Espero que a justiça seja feita e que o Alexandre pague pelo que fez”, concluiu.
Prisão e desdobramentos
Um mandado de prisão temporária, expedido pela 3ª Vara Criminal da Comarca do Rio, foi cumprido contra Alexandre Muniz dos Santos Noronha. André Manoel Fraga será sepultado na tarde desta quarta-feira (8), no Cemitério de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio.
Fonte: G1
