Investigações da Polícia Federal impactam alianças políticas no Rio de Janeiro
Ações recentes da Polícia Federal no Rio de Janeiro estão gerando incertezas significativas na formação da chapa política ligada a Flávio Bolsonaro no estado. O cenário, que já era instável devido a outras investigações, se complicou ainda mais com o envolvimento de figuras-chave em esquemas criminosos.
O empresário e pré-candidato ao Senado, Romário Canella, foi alvo de uma operação da PF sob suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 7,6 bilhões. A investigação abala diretamente os planos de Flávio Bolsonaro, pois Canella havia anunciado Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, como sua primeira suplente.
Aliados de Flávio Bolsonaro já manifestavam apreensão com a possibilidade de desdobramentos das apurações contra Canella, que também já foi investigado pelo Ministério Público do Rio por nomeações controversas na prefeitura de Belford Roxo. A cúpula do PL estuda a substituição de Canella para evitar desgaste com a opinião pública.
Mudanças na chapa e investigações em andamento
Esta não seria a primeira alteração na composição da chapa. Anteriormente, Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e candidato do grupo de Flávio ao governo estadual, foi retirado da disputa após ser preso em operações da PF relacionadas ao Comando Vermelho.
Bacellar foi substituído por Douglas Ruas, ex-secretário das Cidades, escolhido após divergências internas. Outro nome que desistiu da disputa foi o do ex-governador Cláudio Castro, que seria candidato ao Senado, mas se viu inviabilizado após ser alvo de investigações sobre fraudes no Banco Master.
Futuro incerto para vagas no Senado
A situação se agrava com o deputado Sósthenes Cavalcante (PL-RJ), cotado para a vaga de Castro, sendo investigado por suposto desvio de cota parlamentar. A PF realizou buscas e apreensões em seu gabinete e contra seus assessores.
Com as investigações em curso, a formação do palanque no Rio de Janeiro permanece em compasso de espera. Até o momento, apenas Douglas Ruas tem sua vaga garantida na disputa pelo governo estadual. As vagas para o Senado continuam incertas, com nomes como Carlos Portinho e Carlos Jordy também sendo cogitados, mas ambos enfrentando investigações por desvio de verbas de cotas parlamentares.
Fonte: UOL
