Mulher é Presa no Rio por Simular Ameaças e Acusar Inocentes em Denúncias Falsas

Mulher é Presa no Rio por Simular Ameaças e Acusar Inocentes em Denúncias Falsas

Operação Fake Tim Chip prende mulher por denúncias caluniosas e perseguição no Rio de Janeiro A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quinta-feira (11), Aline da Conceição da Silva Santos, suspeita de orquestrar um complexo esquema de denúncias falsas. A operação, denominada Fake Tim Chip, desvendou um método pelo qual a mulher simulava […]

Resumo

Operação Fake Tim Chip prende mulher por denúncias caluniosas e perseguição no Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quinta-feira (11), Aline da Conceição da Silva Santos, suspeita de orquestrar um complexo esquema de denúncias falsas. A operação, denominada Fake Tim Chip, desvendou um método pelo qual a mulher simulava ameaças, perseguições e outros crimes para se apresentar como vítima e, consequentemente, abrir investigações contra ex-companheiros, advogados e pessoas com as quais manteve algum tipo de vínculo.

A suspeita, que já foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por fatos relacionados ao caso, foi detida em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Contra ela, havia um mandado de prisão por crimes como perseguição, falsa identidade, fraude processual e denunciação caluniosa. As investigações apontam que Aline utilizava chips de telefone cadastrados em nome de terceiros para criar perfis falsos no WhatsApp, a partir dos quais enviava mensagens para si mesma ou para terceiros, simulando ser outra pessoa e configurando as supostas ameaças.

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Em seguida, a mulher se dirigia a delegacias para registrar boletins de ocorrência, acusando falsamente inocentes de serem os autores dos crimes. De acordo com a Polícia Civil, foram identificados mais de 20 registros de ocorrência em diferentes unidades policiais onde Aline se apresentava como suposta vítima.

Motivação seria vingança pessoal após término de relacionamento

Segundo a delegada Camila Meirelles Pegorim, o modus operandi da suspeita teria se iniciado após o fim de um relacionamento amoroso. A partir daí, Aline teria passado a usar o mesmo método para atingir pessoas ligadas ao ex-companheiro.

“Ela, por ter terminado com o ex-companheiro e por sentir raiva dele, começou a cometer os crimes. Cadastrava chips com o nome e os dados de outras pessoas, se passava por elas no WhatsApp e enviava mensagens para o próprio número. Depois, comparecia à delegacia para registrar ocorrências de ameaça, perseguição, calúnia e injúria. Mas era tudo ela, praticando denunciação caluniosa”, explicou a delegada.

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Advogado do ex-companheiro foi alvo de acusações falsas

Em um dos casos investigados, Aline registrou diversas ocorrências contra o advogado do ex-companheiro, chegando a solicitar medidas protetivas com base em acusações que, segundo a Polícia Civil, eram totalmente falsas. A repetição do mesmo padrão de atuação foi crucial para que a polícia desvendasse o esquema.

“Conseguimos identificar o padrão de atuação e, por meio das técnicas de investigação, descobrir que os crimes eram praticados pela própria investigada”, afirmou a delegada. A prisão ocorreu após equipes policiais localizarem Aline em um imóvel em Nilópolis. Ela se recusou a abrir a porta, sendo necessário o ingresso forçado para o cumprimento do mandado judicial.

Investigações continuam para apurar extensão dos danos

Após a prisão, Aline foi encaminhada para a sede da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) para os procedimentos legais e, posteriormente, para o sistema prisional. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem com o objetivo de apurar a extensão dos prejuízos causados às vítimas e à administração da Justiça. A defesa de Aline da Conceição da Silva Santos não foi localizada pela reportagem.

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Fonte: O Globo

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