Douglas Ruas Pede Novamente ao STF para Assumir Governo Interino do Rio de Janeiro

Douglas Ruas Pede Novamente ao STF para Assumir Governo Interino do Rio de Janeiro

Presidente da Alerj reitera pedido ao STF para assumir governo interino do Rio O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), formalizou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir interinamente o governo do estado. A solicitação ocorre em um cenário de incerteza institucional inédita no Rio, onde […]

Resumo

Presidente da Alerj reitera pedido ao STF para assumir governo interino do Rio

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), formalizou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir interinamente o governo do estado. A solicitação ocorre em um cenário de incerteza institucional inédita no Rio, onde o Poder Executivo está sob a liderança do presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Ricardo Couto, desde a renúncia de Cláudio Castro.

A vacância dos cargos de vice-governador e presidente da Alerj na época da renúncia de Castro abriu uma disputa judicial no STF para definir quem deveria chefiar o governo até o fim do mandato. O julgamento sobre o tema está paralisado desde abril, aguardando um pedido de vista.

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Ruas, eleito para a presidência da Alerj em 17 de abril, argumenta que, como chefe do Poder Legislativo, ele deveria estar à frente do chefe do Judiciário na linha sucessória. O pedido foi apresentado no âmbito de uma ação relatada pelo ministro Luiz Fux.

Custo institucional e atos questionáveis no Executivo

Em sua petição, Douglas Ruas sustenta que a permanência de Ricardo Couto no comando do Executivo gera custos institucionais diários. Um dos pontos centrais do argumento é a série de atos que o desembargador tem promovido na administração estadual, que, segundo Ruas, extrapolam funções protocolares.

“O sucessor judicial vem exercendo, há aproximadamente um mês, a chefia do Poder Executivo Estadual – ao menos desde 25/03/2026, não se limitando a atos protocolares ou de mera rotina da Administração. Ao contrário, o governador em exercício já praticou atos típicos de chefia do Executivo com densidade normativa, administrativa, orçamentária e financeira”, detalha a petição.

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O documento reforça que a continuidade de Couto no cargo, após a recomposição da presidência da Alerj, abre a possibilidade de atos administrativos potencialmente viciados por inconstitucionalidade. Tais decisões, segundo a petição, podem gerar repercussões significativas para terceiros, contratos, servidores, municípios e a execução orçamentária do estado.

Exemplo do Amazonas e ambições políticas

O presidente da Alerj pede urgência na recomposição da linha sucessória, citando o caso do Amazonas. O estado vizinho também enfrentou uma dupla vacância no governo, mas, diferentemente do Rio, já definiu que o novo governador será escolhido por eleição indireta na Assembleia Legislativa local. Ruas destaca que o presidente da Assembleia amazonense assumiu interinamente o cargo.

Além das questões institucionais, o pedido de Ruas também é visto sob a ótica política. A assunção interina do governo permitiria ao presidente da Alerj utilizar a visibilidade do Executivo para fortalecer sua pré-candidatura para as eleições de outubro.

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Fonte: G1

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