Investigações revelam suspeitas de corrupção contra o ex-governador Cláudio Castro no Rio de Janeiro
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está no centro de investigações que apuram sua suposta participação em esquemas fraudulentos. As suspeitas recaem sobre desvios de recursos públicos que teriam prejudicado diversos setores da sociedade, incluindo mendigos, aposentados e cidadãos que pagam impostos.
As denúncias ganharam força com as operações “Catarata”, do Ministério Público do Rio de Janeiro e Polícia Civil em 2019, e “Sétimo Mandamento”, da Polícia Federal em dezembro de 2023. Estas ações buscam esclarecer o direcionamento de licitações e o recebimento de propinas quando Castro ainda ocupava cargos de vereador e vice-governador.
Apesar de investigações anteriores terem sido encerradas por decisões judiciais, novas operações policiais continuam a levantar questionamentos sobre a conduta do ex-governador. Conforme informação divulgada pelo g1.
Fundação Leão XIII e desvios de R$ 70 milhões sob suspeita
Uma das frentes de investigação apura o pagamento de propina a Cláudio Castro e seu grupo político para direcionar licitações na Fundação Leão XIII entre 2017 e 2020. Na época, os desvios poderiam ter chegado a R$ 70 milhões. A Fundação Leão XIII é responsável pela distribuição de cestas básicas e atendimento à população de rua no Rio de Janeiro.
Rioprevidência e o caso Banco Master sob a mira da PF
Mais recentemente, a oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, investiga aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos do Banco Master. Enquanto o ex-governador era visto em eventos luxuosos, como jantares com carne folheada a ouro em Nova York, o prejuízo recairia sobre os aposentados do estado.
Favorecimento a empresários e a Lei Ricardo Magro
As investigações também apontam que Cláudio Castro teria publicado leis e nomeado secretários para favorecer o grupo Refit. Um exemplo citado é a lei de parcelamento de ICMS, conhecida como “lei Ricardo Magro”, em referência ao dono da Refit, que está na lista da Interpol. Esse tipo de medida pode resultar em perda de arrecadação para o estado, que poderia ser investida em áreas essenciais como hospitais, escolas e segurança pública.
Desistência de candidatura e negação das acusações
Diante do crescente desgaste e das investigações, Cláudio Castro, que já se encontrava inelegível, desistiu formalmente de concorrer ao Senado. A defesa do ex-governador nega todas as acusações. Caso as suspeitas se confirmem, as consequências legais podem ser severas.
Fonte: g1
