Lula exige combate a milícias e corrupção no Rio de Janeiro
Durante inauguração de centro tecnológico na Fiocruz, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva direcionou cobranças enfáticas ao governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Coutinho. Lula enfatizou a necessidade de priorizar a prisão de criminosos e milicianos que teriam influenciado a administração estadual nos últimos anos.
O presidente argumentou que, por estar em um mandato temporário e sem eleição direta, Coutinho não seria cobrado por grandes obras de infraestrutura. A expectativa da população fluminense, segundo Lula, recai sobre a limpeza ética do estado, que não pode permanecer sob o domínio de facções e do crime organizado.
A fala de Lula também incluiu críticas à gestão anterior e um alerta sobre a possibilidade de grupos criminosos tentarem retomar o poder. A ascensão de Coutinho ao governo estadual ocorreu após a renúncia de Cláudio Castro e a instabilidade na Assembleia Legislativa.
Reestruturação e apoio federal à segurança
Ricardo Coutinho, presidente licenciado do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), tem promovido uma reestruturação profunda na máquina pública estadual. Desde que assumiu o cargo, há dois meses, mais de 3 mil exonerações foram registradas em diversos órgãos estaduais.
No âmbito federal, Lula reiterou o compromisso de auxiliar o Rio de Janeiro na área de segurança pública. O presidente mencionou a intenção de recriar o Ministério da Segurança Pública, um plano que aguarda aprovação no Senado e que visa dar mais autonomia à União para atuar no setor.
Iniciativas culturais e apelo final ao governador
Além das questões de segurança, o evento marcou o anúncio de novas iniciativas culturais. Lula revelou o lançamento em breve do programa “Tela Brasil”, descrito como uma “Netflix brasileira” gratuita, que disponibilizará cerca de 500 produções nacionais.
O presidente encerrou suas declarações incentivando o governador interino a aproveitar os meses restantes de sua gestão para realizar as transformações que outros gestores não conseguiram em uma década, com o objetivo de “consertar” o estado.
Fonte: G1
