Lula apela por combate ao crime e à corrupção no Rio de Janeiro
Em evento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo direto ao governador em exercício do estado, Ricardo Couto. Lula solicitou que Couto intensifique o trabalho para combater as milícias e o crime organizado que assolam o estado.
O presidente expressou a expectativa de que o governador atue firmemente contra criminosos e políticos envolvidos em esquemas ilícitos. “Sabe o que essas pessoas esperam de você nesses meses? Trabalho para prender todos os ladrões que governaram esse estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada”, declarou Lula durante a inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz.
Lula reforçou a urgência da situação, destacando a notoriedade internacional do Rio de Janeiro e a necessidade de retomar o controle dos territórios para a população. “Não é possível que no Rio de Janeiro, o Estado mais conhecido no mundo, a gente ouça nos jornais que o crime organizado e as facções tomaram conta dos territórios. Vamos juntos devolver o território para o povo do Rio de Janeiro”, complementou.
Apoio à permanência de Couto no cargo
Durante a cerimônia, o presidente Lula chamou Ricardo Couto ao palco e elogiou a decisão da Justiça de mantê-lo no cargo de governador. Lula revelou ter receio de que a escolha do substituto pudesse recair sobre nomes ligados a grupos criminosos, caso a decisão fosse tomada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
“Quando começou esse processo, eu falei: ‘Se a Assembleia indicar, vai vir o mesmo’. Se a Assembleia tivesse que indicar, ia vir um miliciano”, comentou o presidente, demonstrando apoio à condução atual do governo estadual.
Contexto da posse de Ricardo Couto
Ricardo Couto, que é presidente do Tribunal de Justiça do Rio, assumiu o governo estadual em 24 de março. Sua posse ocorreu após a renúncia do então governador Cláudio Castro (PL), que buscou evitar um processo de cassação. Couto ascendeu ao cargo por ser o próximo na linha sucessória, uma vez que o então vice-governador Thiago Pampolha havia deixado a função para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. O presidente eleito da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), também foi afastado das atividades parlamentares.
Fonte: g1.globo.com
