PL do Rio pondera futuro de Cláudio Castro após investigação da PF
A recente operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, levanta questionamentos sobre suas ambições eleitorais. Apesar da fragilidade em sua pré-candidatura ao Senado, uma parte do Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro descarta um rompimento imediato com o correligionário.
Castro foi um dos alvos da Operação Sem Refino, que apura supostas fraudes fiscais envolvendo a antiga Refinaria de Manguinhos (Refit). A situação se soma à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o declarou inelegível em março, intensificando a incerteza sobre seu futuro político.
Internamente, a corrente que defende a permanência de Castro argumenta que a política não deve abandonar aliados em momentos de adversidade. A liderança do partido, comandado por Valdemar Costa Neto, vê a situação com cautela, mas sem pressa para tomar decisões drásticas.
Divisão interna sobre o futuro de Castro
Enquanto uma ala do PL do Rio de Janeiro prega apoio ao ex-governador, outro grupo dentro da sigla considera o descarte de Castro como um desfecho inevitável, ainda que não imediato. Essa corrente teme que o caso possa gerar efeitos negativos em outras candidaturas do partido no estado, tanto para o governo quanto para a Câmara dos Deputados.
Decisão atrelada a Flávio Bolsonaro
A decisão final sobre abandonar ou não Cláudio Castro, contudo, dependerá da concordância de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República. A estratégia do partido em relação a Castro está diretamente ligada ao seu principal nome na corrida presidencial.
Nomes cogitados para substituir Castro
Caso a saída de Castro se confirme, deputados como Altineu Cortês, Carlos Jordy e Sóstene Cavalcante, conhecidos por suas posturas firmes contra o governo federal, são vistos internamente como potenciais substitutos na disputa eleitoral no Rio de Janeiro.
Fonte: G1
