Demissões em massa no governo interino do Rio de Janeiro geram repercussão política
O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, tem promovido uma série de demissões em sua gestão. Em seu primeiro mês à frente do estado, o número de exonerados chegou a uma média de 39 pessoas por dia. Ao todo, 1.419 servidores foram dispensados entre 23 de março e a última quarta-feira (29).
As ações coordenadas pela Casa Civil e pela Secretaria de Governo têm como objetivo realizar uma auditoria na gestão das secretarias e das entidades da administração indireta, incluindo empresas estatais. O governo do estado informou que o número de dispensas ainda deve aumentar, à medida que os trabalhos de auditoria avançarem.
Essa movimentação tem agradado ao ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que é um dos pré-candidatos ao Palácio Guanabara. Por outro lado, o grupo ligado ao presidente da Alerj, Rodrigo Neves (PL), manifestou insatisfação com as exonerações.
Ações de Ricardo Couto dividem cenário político
A velocidade das demissões, com quase 40 servidores exonerados diariamente, se tornou um ponto de atenção no cenário político fluminense. A medida, que visa uma reestruturação administrativa, está sendo interpretada de diferentes formas pelos adversários políticos.
Eduardo Paes vê com bons olhos as mudanças
Fontes próximas a Eduardo Paes indicam que o ex-prefeito vê com bons olhos as ações de austeridade promovidas pelo governo interino. A redução de gastos e a auditoria em órgãos públicos são vistas como passos importantes para a organização das contas estaduais.
Grupo de Rodrigo Neves demonstra descontentamento
Em contrapartida, o grupo político liderado pelo presidente da Alerj, Rodrigo Neves, tem demonstrado descontentamento com as demissões. Acredita-se que as dispensas possam afetar a estrutura de poder e a base de apoio de determinados setores do governo.
Fonte: UOL
