Interino do RJ, Couto traz de volta dupla que combatia sonegação fiscal e reduziu influência de devedor bilionário

Interino do RJ, Couto traz de volta dupla que combatia sonegação fiscal e reduziu influência de devedor bilionário

Retorno de secretários visa fortalecer combate à sonegação fiscal no Rio de Janeiro O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, promoveu uma guinada na gestão estadual ao reconduzir ao governo dois secretários que foram cruciais no combate à sonegação fiscal no setor de combustíveis. A medida é vista pela oposição como um […]

Resumo

Retorno de secretários visa fortalecer combate à sonegação fiscal no Rio de Janeiro

O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, promoveu uma guinada na gestão estadual ao reconduzir ao governo dois secretários que foram cruciais no combate à sonegação fiscal no setor de combustíveis. A medida é vista pela oposição como um movimento para reduzir a influência de Ricardo Magro, apontado como o maior devedor de impostos do país, que teria forte presença na gestão anterior do governador Cláudio Castro.

Guilherme Mercês, economista, reassumiu a Secretaria de Fazenda, enquanto o procurador Bruno Dubeux retornou ao cargo de Procurador-Geral do Estado. Ambos foram figuras centrais na estratégia que visava coibir fraudes fiscais, especialmente aquelas ligadas a grandes devedores do setor de combustíveis.

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A atuação conjunta de Mercês e Dubeux foi marcada pela firmeza em não ceder a pressões para beneficiar empresas com dívidas fiscais expressivas, como a Refit. O resultado dessa postura foi um aumento significativo na arrecadação estadual, demonstrando a eficácia de suas ações na recuperação de valores devidos ao erário.

Sucesso na arrecadação e desfecho político

Durante a gestão anterior de Mercês como Secretário de Fazenda, com o respaldo jurídico de Dubeux, o cerco contra grandes devedores foi intensificado. Essa ação resultou em um aumento de 17% na arrecadação do estado em 2021, injetando R$ 800 milhões a mais nos cofres estaduais naquele ano.

Um dos episódios de destaque foi o fechamento de uma usina ligada ao ecossistema da Refit, em Campos dos Goytacazes (RJ), por irregularidades fiscais. A cidade é reduto político do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que foi preso sob acusação de beneficiar grupos criminosos na Assembleia Legislativa.

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O êxito da dupla no combate à sonegação, especialmente contra Ricardo Magro, foi tão notável que ambos acabaram deixando seus cargos em decorrência de pressões políticas, o que reforça a importância de suas reconduções para a atual gestão.

Expectativas para o novo comando

A volta de Mercês e Dubeux gera expectativas positivas em relação à gestão fiscal do estado. “Temos boas expectativas ao observar as iniciativas do atual governo do estado, com indicações técnicas e capacidade de realizar um bom trabalho”, afirmou uma fonte ligada ao setor. “É fundamental que o poder público siga apoiando um ambiente de negócios baseado na ética, na segurança jurídica e na concorrência leal, especialmente em áreas estratégicas como Meio Ambiente, Fazenda e Procuradoria.”

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A atuação da dupla é vista como um reforço para o mercado legal de combustíveis e uma proteção ao consumidor, ao fortalecer empresas que operam dentro da legalidade e combater práticas ilegais que prejudicam a sociedade como um todo.

Fonte: G1

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