PM do Rio busca corpo do filho gerente do tráfico, escava área de desova e relata desespero

PM do Rio busca corpo do filho gerente do tráfico, escava área de desova e relata desespero

A angústia de um pai policial na busca pelo filho traficante A esperança de encontrar Breno Barbosa Diniz, de 24 anos, vivo se esvaiu para o sargento da Polícia Militar Francisco (nome fictício). O jovem desapareceu em 19 de fevereiro na Cidade de Deus, Zona Sudoeste do Rio, onde atuava como gerente do tráfico de […]

Resumo

A angústia de um pai policial na busca pelo filho traficante

A esperança de encontrar Breno Barbosa Diniz, de 24 anos, vivo se esvaiu para o sargento da Polícia Militar Francisco (nome fictício). O jovem desapareceu em 19 de fevereiro na Cidade de Deus, Zona Sudoeste do Rio, onde atuava como gerente do tráfico de drogas. A angústia do pai se mistura ao temor de que sua própria farda possa ter contribuído para a tragédia.

Breno ocupava uma posição de destaque no tráfico local, gerenciando a venda de drogas em pelo menos dez pontos e monitorando a movimentação policial. Dois dias após o desaparecimento, a família ouviu de traficantes que Breno teria sido considerado “X9”, termo usado para informantes, indicando o motivo de seu possível assassinato.

Leia também:  Policial Civil é Morto em Tentativa de Assalto no Maracanã, Zona Norte do Rio; Esposa Ferida

A busca pelo filho se tornou uma jornada dolorosa e desesperadora para o policial. Sem apoio oficial adequado, Francisco e familiares chegaram a escavar uma área conhecida como ponto de desova de cadáveres na Cidade de Deus, mas foram ameaçados e expulsos por criminosos. A frustração com a corporação é evidente: “Meu batalhão está tratando como se tivessem matado uma galinha, não meu filho”, desabafou.

A descoberta do envolvimento do filho com o crime

O sargento Francisco desconfiou do envolvimento de Breno com o tráfico em 2023 e tentou convencê-lo a se afastar do mundo do crime. No entanto, Breno usava a justificativa de ter um ferro-velho na comunidade para explicar sua origem de dinheiro e horários incomuns. A confirmação veio apenas em 21 de fevereiro, quando o próprio pai, desarmado, percorreu comunidades dominadas pelo Comando Vermelho em busca de respostas.

Leia também:  Sol no Sudeste e Chuvas Fortes no Sul: Previsão do Tempo para o Brasil nesta Terça-feira

“Descobrir pela boca de um traficante que meu filho era gerente da boca foi um choque”, relatou Francisco. Um inquérito da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) aponta que o jovem foi vítima de homicídio e ocultação de cadáver, com ao menos cinco traficantes sendo investigados. A hipótese de Breno ter sido morto por ser filho de policial é considerada, mas não é a principal linha de investigação.

A última vez que viram Breno e a dívida que pode ter custado sua vida

A última vez que Breno esteve com a família foi em 16 de fevereiro, em uma festa de aniversário. Três dias depois, ele foi visto em um churrasco e, posteriormente, dirigiu-se a um local conhecido como Embala, onde ocorre a endolação de drogas. O último contato foi uma mensagem enviada à namorada por volta das 23h. Acredita-se que Breno tenha ido ao local para resolver uma dívida de R$ 29 mil, contraída após perder parte de drogas durante uma ação do Bope.

Leia também:  Homem condenado por estuprar enteadas de 9 anos é preso após monitoramento na Zona Oeste do Rio

Enquanto lida com a decepção e o luto, o policial, afastado das funções por licença médica, segue incansavelmente em sua busca. “Como policial, sei que, quando o chefe (do tráfico) não quer, o corpo não aparece. Mas, como pai, eu continuo procurando. Eu só quero justiça e o corpo do meu filho”, concluiu.

Fonte: G1

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!