Jovens cariocas da Geração Z descrevem a violência de gênero como parte intrínseca de suas vidas.
Para os jovens da geração Z, nascidos entre meados dos anos 1990 e 2010, a violência contra a mulher é um tema que transcende as manchetes e se manifesta de forma palpável em seu cotidiano. Experiências pessoais, histórias familiares e a constante exposição a casos notórios moldam a percepção de insegurança e risco.
Cinco estudantes de um projeto social na Mangueira, Zona Norte do Rio, com idades entre 19 e 22 anos, abriram seus corações em entrevista, compartilhando como essa realidade afeta suas rotinas e a forma como encaram o futuro. A sensação de estar sempre em alerta é um sentimento comum entre eles.
O impacto da violência de gênero na vida da Geração Z é multifacetado, abrangendo desde o assédio em espaços públicos até a violência doméstica presenciada ou sofrida dentro do próprio núcleo familiar. A constante exposição a notícias sobre feminicídios e outros tipos de agressão intensifica o sentimento de vulnerabilidade.
Vivências e Relatos Pessoais
Os jovens relatam que a violência de gênero se manifesta de diversas formas, desde comentários machistas e assédio nas ruas até situações mais graves de agressão física e psicológica em ambientes familiares. Eles descrevem a dificuldade de se sentir seguros em qualquer lugar, seja em casa, na escola ou em seus momentos de lazer.
O Medo Constante
A sensação de estar sempre em risco é um dos pontos mais enfatizados. Os estudantes mencionam o cuidado redobrado ao andar na rua, a preocupação com a segurança pessoal e a apreensão em expor suas vidas nas redes sociais, cientes de que a exposição pode atrair olhares indesejados e perigos.
Impacto na Perspectiva de Futuro
A violência de gênero não afeta apenas o presente, mas também lança uma sombra sobre as perspectivas de futuro desses jovens. Eles expressam preocupação com a construção de relacionamentos saudáveis e a possibilidade de vivenciar um futuro livre de medo e opressão, onde a igualdade de gênero seja uma realidade.
Fonte: EXTRA
