Vendedora é assassinada a facadas pelo ex-namorado no Rio de Janeiro
Marcelly Lorrayne da Silva Passos, de 28 anos, assistente de vendas, foi sepultada na tarde desta quinta-feira (8) no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, Zona Norte do Rio. Ela foi vítima de um ataque a facadas perpetrado por seu ex-namorado, Cristiano Arantes dos Santos, na manhã de quarta-feira (7), próximo ao Estádio Nilton Santos, no Engenho de Dentro.
Um policial aposentado presenciou o crime e efetuou disparos contra o agressor na tentativa de socorrer Marcelly. A vítima não resistiu e morreu no local. Cristiano, atingido por um dos tiros, foi detido por policiais do 3º BPM (Méier) e encaminhado sob custódia ao Hospital Municipal Salgado Filho, onde seu estado de saúde é considerado estável.
O relacionamento de Marcelly e Cristiano, que durou um ano e terminou há dois meses, era descrito como tranquilo por familiares e amigos. A vítima nunca expressou queixas sobre o relacionamento. Na segunda-feira (6), o autor do crime chegou a contatar o pai de Marcelly buscando uma reconciliação.
Amigos e familiares descrevem vítima como extrovertida e parceira
Suelen Moraes, amiga de Marcelly, relatou que a vítima nunca mencionou problemas com o ex-namorado. “Sempre foi um relacionamento tranquilo. Ela nunca falou nada. Se aconteceu alguma coisa, ela realmente guardou. Ela alegou que terminaram porque ele ia viajar e ela não poderia ir porque estava trabalhando. Já era a segunda vez que ele fazia isso, foi a gota d’água”, disse Moraes.
Marcelly era mãe de um menino de 9 anos e trabalhava em uma loja de equipamentos para construção civil, limpeza e jardinagem. Era conhecida por ser uma pessoa extrovertida e dedicada. “Era uma menina linda, aquela pessoa que se precisasse ia estar ali com você. Sempre estava com um sorriso largo no rosto”, completou a amiga.
Família surpresa com o crime: “Ninguém acreditou”
Luana de Paula, prima da vítima, expressou a surpresa da família com a notícia, visto que Cristiano era considerado uma pessoa tranquila e carinhosa. “Minha mãe me ligou e eu vim pra cá, ninguém acreditou. Eu nem sabia que eles tinham terminado. Ela nunca reclamou. Era uma menina super família, realmente muito caseira”, destacou.
O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Fonte: Reprodução / Redes sociais
