Turismo Gera Mais de R$ 12 Bilhões para o Rio de Janeiro no Primeiro Quadrimestre de 2026
O turismo movimentou R$ 12,2 bilhões na economia do Rio de Janeiro entre janeiro e abril de 2026. Este valor representa um crescimento de 3,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, adicionando R$ 374,5 milhões à economia da capital fluminense.
No total, o Rio de Janeiro recebeu 4,5 milhões de visitantes nos primeiros quatro meses do ano. Desse montante, 990,4 mil eram turistas internacionais (22%) e 3,5 milhões vieram de outras regiões do Brasil (78%), evidenciando a força do turismo nacional e internacional para a cidade.
Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, atribui o sucesso ao fortalecimento contínuo do destino. “O Rio de Janeiro tem ampliado, nos últimos anos, sua capacidade de atrair visitantes, registrando recordes históricos no setor do turismo”, afirmou.
Hospedagem Lidera Gastos Turísticos
A hospedagem foi o setor que mais recebeu investimentos, respondendo por 40% de toda a movimentação financeira, totalizando R$ 5 bilhões. Em seguida, destacam-se os restaurantes e bares, com R$ 2,9 bilhões (24,9%), e as despesas com entretenimento e lazer, que alcançaram R$ 1,9 bilhão (15,9%).
Diversificação de Atrativos Impulsiona Permanência e Consumo
Bernardo Fellows, presidente da Riotur, ressalta que os resultados reforçam o posicionamento do Rio como um dos principais destinos turísticos do país. A diversificação de atrativos, incluindo gastronomia, belezas naturais, praia e eventos, tem contribuído para o aumento do tempo de permanência e do consumo dos visitantes, conforme destacado pela secretária municipal de Turismo, Daniela Maia.
O gasto médio por turista brasileiro foi estimado em R$ 2.195, enquanto o de visitantes internacionais chegou a US$ 4.516, considerando taxas de câmbio e inflação até abril de 2026.
Infraestrutura Aeroportuária em Debate
O crescimento do turismo também reacendeu o debate sobre a infraestrutura aeroportuária. O prefeito Eduardo Cavaliere defende a manutenção da coordenação entre os aeroportos RIOGaleão e Santos Dumont como estratégica para sustentar a expansão do setor. Ele argumenta que a redistribuição da malha aérea foi crucial para a recuperação do Galeão, que viu seu fluxo de passageiros saltar de cerca de 5 milhões para quase 18 milhões em 2025.
Cavaliere ameaça reagir com manifestações caso o modelo de coordenação dos aeroportos seja alterado, enfatizando o impacto econômico positivo da atual política para o Rio de Janeiro.
Fonte: G1
