Thomas Troisgros: "Quero um restaurante com excelência, mas com sotaque carioca", diz chef com estrela Michelin

Thomas Troisgros: “Quero um restaurante com excelência, mas com sotaque carioca”, diz chef com estrela Michelin

Oseille mantém estrela Michelin com proposta “fun dining” e alma carioca O chef Thomas Troisgros celebrou a conquista e a manutenção da estrela Michelin para o seu restaurante Oseille, localizado em Ipanema, no Rio de Janeiro. Longe de ser um “fine dining” tradicional, o Oseille se autodenomina “fun dining”, combinando alta qualidade gastronômica com música […]

Resumo

Oseille mantém estrela Michelin com proposta “fun dining” e alma carioca

O chef Thomas Troisgros celebrou a conquista e a manutenção da estrela Michelin para o seu restaurante Oseille, localizado em Ipanema, no Rio de Janeiro. Longe de ser um “fine dining” tradicional, o Oseille se autodenomina “fun dining”, combinando alta qualidade gastronômica com música alta e um serviço mais informal, tudo com uma forte essência carioca.

“A gente tem que manter essa essência. Não quero montar um restaurante europeu. Quero montar um restaurante com excelência, mas com sotaque carioca”, afirma Troisgros em entrevista exclusiva. Ele revela que a casa, que ganhou a estrela Michelin rapidamente, busca um equilíbrio entre a qualidade de ponta e a felicidade proporcionada pela experiência.

Leia também:  Novidades Gastronômicas no Rio: Banzeiro Chega ao Horto, Mitsubá Ganha Novo Capítulo e Mais Destaques

A conquista da estrela Michelin trouxe um aumento significativo no público do Oseille, que agora exige reservas com duas semanas de antecedência. Thomas Troisgros reflete sobre a possibilidade de buscar a segunda estrela, mas pondera a necessidade de não se tornar refém do sistema e manter a identidade única do restaurante, que ele descreve como “minha cara”.

A identidade carioca na alta gastronomia

Para Thomas Troisgros, a informalidade e o carisma são características marcantes do serviço carioca, que se diferencia do estilo mais formal de São Paulo. Ele acredita que os inspetores do Michelin percebem essa especificidade, que é parte fundamental do Rio de Janeiro. “O Rio já foi capital, mas sempre teve esse negócio de atriz, televisão, movimentos musicais nascendo. Então acho que o Rio é a porta de entrada cultural do Brasil”, pontua.

Leia também:  Boa Lembrança Amplia Rede em 2026 com Três Novos Restaurantes de Destaque em SP, RJ e RS

Trocas e aprendizados na gastronomia

O chef também destaca a importância da troca entre cozinheiros, citando um conselho de seu avô, Pierre Troisgros: “Adoro quando você vem com chefs jovens”, disse o renomado chef, que aos 90 anos, ainda sentia que podia aprender. Para Thomas, essa troca constante é o que torna a gastronomia um campo de aprendizado contínuo, onde novas ideias e técnicas podem surgir de forma simples e saborosa.

Grandes eventos e o impacto no turismo gastronômico

Eventos de grande porte, como o show da cantora Shakira na Praia de Copacabana, colocam o Rio de Janeiro em evidência, beneficiando indiretamente o setor gastronômico. Embora o público desses eventos possa ser diferente, a visibilidade gerada ajuda a colocar a cidade no mapa e atrair turistas ao longo do ano. Troisgros descreve o Rio como um “balneário de luxo” e a porta de entrada cultural do Brasil.

Leia também:  Região Serrana do Rio: Roteiros Gastronômicos que Vão Além da Cerveja com Queijos Premiados e Café Especial

Fonte: G1

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!