Casa Magnólia: A promessa de resgatar clássicos da culinária carioca se perde na execução
Inaugurada recentemente em Ipanema, a Casa Magnólia surge com a proposta de reviver clássicos da gastronomia carioca e internacional, dispensando invenções modernas. A ideia, à primeira vista, parece atraente, mas a crítica especializada aponta uma discrepância significativa entre o conceito e a realidade apresentada no prato.
O cardápio inclui desde bife à milanesa e picadinho até steak tartare e arroz de pato, com a adição de sobremesas nostálgicas como a banana split. Contudo, a aposta em pratos tão conhecidos e com parâmetros estabelecidos pelo público torna a comparação inevitável, e, segundo a avaliação, a Casa Magnólia não se sai bem nesse quesito.
A crítica, publicada pelo CRÍITICA | RJ, detalha a experiência no novo estabelecimento, destacando pontos altos e baixos que culminam em uma avaliação desfavorável. A casa recebeu uma estrela, indicando uma experiência considerada ruim.
Entradas: Um misto de acertos e decepções
Entre as entradas, o vinagrete de polvo (R$ 52) foi apontado como a melhor pedida, descrito como correto, bem temperado e fresco. No entanto, a crítica ressalta que versões de outros estabelecimentos, como a Adega Pérola, são consideradas superiores.
Por outro lado, o rissole de camarão (R$ 14 a unidade) foi considerado gorduroso e evocou lembranças de versões mais saborosas de outros locais, como o Rancho Português e O Caranguejo. O bolinho de bacalhau (R$ 22 cada) foi duramente criticado, classificado como um dos piores já experimentados, pequeno, sem crocância e com peixe de qualidade questionável.
Pratos Principais: Qualidade inconsistente
Nos pratos principais, o bifinho à Magnólia com arroz à piamontese (R$ 112) apresentou um molho de cogumelos saboroso, apesar de uma apresentação pouco caprichada. O arroz à piamontese, gratinado com grana padano, foi elogiado por seu toque salgado, contrastando com versões frequentemente adocicadas.
Já o cherne à belle meunière (R$ 132), o prato mais caro do cardápio, apesar de não estar ruim, teve seus camarões pequenos e com maciez aquém do esperado, destoando da proposta tradicional francesa.
Sobremesa: Um toque de nostalgia com ressalvas
A banana split (R$ 36), com banana brulée, farofa doce e sorvete de baunilha, buscou trazer boas lembranças gastronômicas, remetendo à antiga Chaika. A intenção de evocar memória afetiva foi bem-sucedida, mas a execução da sobremesa não foi detalhada em termos de qualidade.
Fonte: CRÍITICA | RJ
