Taxa de visitação em Angra dos Reis expande discussão sobre turismo sustentável no Brasil
A cobrança de uma taxa de visitação em Angra dos Reis, iniciada nesta segunda-feira, reacende o debate sobre a sustentabilidade e a possível elitização do turismo no Brasil. O novo tributo visa, segundo defensores, garantir a preservação das belezas naturais e gerar receita para o município.
A medida, que impacta diretamente quem deseja conhecer as praias da Ilha Grande e outras atrações, gera preocupações entre especialistas e moradores locais. Enquanto alguns veem a taxa como um meio de financiar a conservação e a infraestrutura turística, outros temem que ela limite o acesso e prejudique a economia local, dependente do fluxo de visitantes.
A discussão sobre a taxa se alastra pelo país, com outras cidades já adotando políticas semelhantes para equilibrar o desenvolvimento turístico com a preservação ambiental e o bem-estar das comunidades. A experiência de Angra dos Reis pode servir de modelo ou alerta para outros destinos. Fonte: g1
Destinos brasileiros com taxas de visitação
Angra dos Reis não está sozinha em sua política de taxar visitantes. Fernando de Noronha (PE), por exemplo, cobra a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) de R$ 105,79 por dia. Em Jericoacoara (CE), a Taxa de Turismo Sustentável (TTS) é de R$ 41,50 por pessoa, válida por 10 dias.
No litoral paulista, Ilhabela (SP) implementou a TPA para veículos, com tarifas que variam entre R$ 10 e R$ 140, independentemente do tempo de permanência. Já Ubatuba (SP) possui uma TPA calculada por tipo de veículo, podendo chegar a R$ 98,03 diários. Em Abrolhos (BA), as taxas variam de acordo com a nacionalidade do turista, com valores entre R$ 52 e R$ 104 por dia. Bombinhas (SC) também adota uma taxa com valores que dependem do veículo utilizado.
Experiências internacionais e o futuro do turismo
O modelo de taxação de turistas não é exclusivo do Brasil. Na Europa, cidades como Barcelona (Espanha) cobram até 7,50 euros por dia, dependendo da categoria do hotel. Berlim (Alemanha) aplica um imposto de 7,5% sobre o valor da diária, enquanto Paris (França) pode chegar a quase 16 euros por noite em hotéis de luxo.
A Grécia, enfrentando desafios como incêndios florestais, propõe uma “taxa de resiliência à crise climática”, a ser paga pelo setor de hotelaria, para ajudar a cobrir custos com desastres naturais. Essas iniciativas globais demonstram uma tendência crescente em buscar formas de financiamento para a preservação e adaptação climática em destinos turísticos populares. Fonte: g1
