STF mantém prisão preventiva de deputado Thiago Rangel em caso de fraudes na Educação do RJ

STF mantém prisão preventiva de deputado Thiago Rangel em caso de fraudes na Educação do RJ

STF confirma prisão de deputado estadual Thiago Rangel O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de votos nesta quinta-feira (7), manter a prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ). O parlamentar é investigado por seu suposto envolvimento em esquemas fraudulentos na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. Thiago Rangel foi detido na […]

Resumo

STF confirma prisão de deputado estadual Thiago Rangel

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de votos nesta quinta-feira (7), manter a prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ). O parlamentar é investigado por seu suposto envolvimento em esquemas fraudulentos na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro.

Thiago Rangel foi detido na última terça-feira (5) em uma operação da Polícia Federal que apura irregularidades em contratos e aquisições no setor educacional fluminense. As investigações apontam que ele faria parte de um grupo responsável por direcionar processos de contratação na pasta.

A decisão do STF busca coibir o que o ministro Alexandre de Moraes classificou como um “sistema de total impunidade” que estaria sendo criado por Assembleias Legislativas ao interferirem em prisões de parlamentares. A Corte baseou sua decisão no entendimento de que a prisão deve ser mantida independentemente da manifestação da Assembleia Legislativa local.

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Decisão do STF e o papel da Alerj

Na quarta-feira (6), o ministro Alexandre de Moraes já havia mantido a prisão do deputado, determinando que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não poderia deliberar sobre a manutenção ou revogação da detenção. Ministros como Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam o voto do relator.

Moraes argumentou que a prisão de Rangel deve ser sustentada “independentemente da manifestação da Assembleia Legislativa local”. Ele afastou a aplicação do artigo 102, inciso 2º, da Constituição estadual, que exige aval da Alerj para a prisão de deputados.

Impunidade e precedentes em Assembleias

O ministro Alexandre de Moraes ressaltou que, embora o STF considere legítimas as decisões das assembleias locais sobre medidas judiciais contra parlamentares, esse entendimento tem sido utilizado para criar um “sistema de total impunidade”. Segundo o ministro, em 13 prisões de parlamentares por infrações sem relação com o exercício do mandato, 12 foram afastadas pelas assembleias, sendo oito delas no Rio de Janeiro.

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A decisão visa reforçar a atuação da justiça em casos de crimes comuns, mesmo quando envolvem agentes públicos com foro privilegiado, buscando evitar que o cargo seja utilizado como escudo contra a responsabilização penal.

Fonte: O Globo

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