Cenário para sucessão no Palácio Guanabara chega a momento crucial com julgamento no STF
O Rio de Janeiro se aproxima de uma semana decisiva que determinará como será realizada a sucessão no Palácio Guanabara. O julgamento marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tem o potencial de alterar o curso do chamado mandato-tampão e, consequentemente, pode convocar o eleitor fluminense para retornar às urnas antes das eleições gerais de outubro.
A definição do STF é aguardada com expectativa para encerrar a insegurança jurídica que paira sobre o estado nos últimos dias. O impasse central reside em saber se a escolha do novo governador será por meio de eleição direta, com a participação popular, ou por eleição indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A expectativa é que a Corte analise processos cruciais para a vacância do cargo. A decisão final terá impacto direto na estabilidade política do Rio de Janeiro e no calendário eleitoral de 2026.
STF marca julgamento para 8 de abril
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, agendou para o dia 8 de abril o julgamento que definirá a forma de escolha do próximo chefe do Executivo fluminense, com mandato até o final de 2026. O plenário deverá analisar processos como a ADI 7.942, relatada por Luiz Fux, e a RCL 92.644, sob relatoria de Cristiano Zanin.
Possibilidade de nova eleição direta em 2026
Caso o entendimento do STF seja pela eleição direta, o eleitorado do Rio de Janeiro poderá ser convocado para uma nova votação em 2026, somando-se ao pleito geral de outubro. Por outro lado, se prevalecer a eleição indireta, caberá à Alerj a responsabilidade de escolher quem comandará o estado até 31 de dezembro de 2026.
Liminar suspendeu eleição indireta e manteve interinidade
O cenário ganhou contornos mais complexos após o ministro Cristiano Zanin suspender, em 27 de março, a realização da eleição indireta. A decisão atendeu a um pedido do PSD, que defende a votação direta, e manteve o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), desembargador Ricardo Couto de Castro, no exercício interino do governo estadual até a definição final do STF.
Crise sucessória se intensificou após inelegibilidade de Cláudio Castro
A crise sucessória se intensificou após a renúncia de Cláudio Castro ao cargo de governador em 23 de março. No dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou a inelegibilidade de Cláudio Castro por oito anos, por entender que ele praticou abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022. O TSE também determinou a realização de eleições indiretas para os cargos majoritários no estado.
Fonte: G1
