Afastamento da Presidência da Alerj e Mandato de Deputado: Entenda a Situação de Rodrigo Bacellar
Rodrigo Bacellar (União Brasil), mesmo afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), continuará exercendo seu mandato como deputado estadual. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs medidas cautelares que suspendem apenas sua função na presidência durante a investigação da Polícia Federal.
Com o afastamento, o vice-presidente da Casa, Guilherme Delaroli (PL), assume o comando da Alerj. As investigações miram o vazamento de informações sigilosas, que teriam obstruído uma operação policial anterior.
A decisão de Moraes concede liberdade preventiva a Bacellar, mas com determinações específicas. O parlamentar deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h, com exceções para comparecimento a sessões e votações na Alerj, mediante justificativa ao STF em até 24 horas.
Restrições Adicionais Impostas pelo STF
Além do afastamento da presidência e do uso de tornozeleira eletrônica, Bacellar está proibido de se comunicar com outros investigados. O STF também determinou a entrega de seu passaporte e a suspensão de sua licença para porte de arma.
A liberação do parlamentar ocorreu após a Alerj se posicionar favoravelmente à sua soltura. Um total de 42 deputados estaduais votaram a favor do relaxamento da prisão, enquanto 21 foram contrários.
Operação Investiga Vazamento de Informações Sigilosas
Bacellar é alvo da Operação Unha e Carne, que apura o vazamento de informações sigilosas de uma investigação que levou à prisão do então deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, em setembro. A Polícia Federal busca identificar agentes públicos envolvidos no vazamento que resultou na obstrução da Operação Zargun.
A Operação Zargun investigou TH Joias por usar seu mandato para intermediar a compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados a comunidades controladas pelo Comando Vermelho (CV).
Fonte: Agência O Dia
