Novo sistema de estacionamento digital em operação no Rio de Janeiro
O primeiro domingo de vigência do Rio Rotativo Digital, novo sistema de estacionamento que substitui os talões de papel pelo pagamento via aplicativo Jaé, registrou alta ocupação na Lagoa Rodrigo de Freitas. Cerca de 90% das vagas disponíveis estavam preenchidas por volta do meio-dia, impulsionadas pelo dia de sol e o período de férias escolares.
Apesar da boa adesão, motoristas ainda estão se adaptando às novas regras. A prefeitura lançou o projeto-piloto há poucos dias, com o objetivo de modernizar a gestão das vagas e combater a atuação de flanelinhas. A cobrança agora é realizada exclusivamente por meio digital, através do aplicativo Jaé.
A mudança traz uma nova dinâmica para a região, com horários definidos de cobrança e a redefinição do papel dos guardadores, que agora atuam como “agentes de verificação”. O sistema promete mais transparência e facilidade para os usuários, embora a adaptação inicial possa gerar dúvidas.
Adaptação e aprovação dos usuários
Luiza Ferreira, representante comercial, compartilhou sua experiência positiva com o novo sistema. Ela, que costumava pagar valores elevados por estacionamento na região, optou por pedir carona ao marido neste domingo. Ao chegar, foi informada sobre a mudança e baixou o aplicativo, realizando o pagamento de forma rápida.
“Eu pagava R$ 30, já cheguei a pagar R$ 70 no estacionamento. É muita diferença, ficou mais acessível. Falei para o marido que nem precisava levar o carro de volta, estacionei por R$ 4”, relatou Luiza, destacando a economia e a praticidade do novo método.
Detalhes do Rio Rotativo Digital na Lagoa
Ao redor da Lagoa Rodrigo de Freitas, foram disponibilizadas 903 vagas enquadradas na nova modalidade. O horário de cobrança é das 7h às 23h, todos os dias da semana. A iniciativa busca otimizar o uso das vagas e coibir irregularidades, com a fiscalização sendo auxiliada pelos guardadores credenciados.
Novas funções e remuneração dos guardadores
Na nova modalidade, os guardadores de carros deixam de aceitar dinheiro e passam a ser “agentes de verificação”. Utilizando um celular, eles checam informações como placa, data, hora e geolocalização do veículo estacionado, auxiliando na fiscalização. Eles não têm poder de multar ou receber pagamentos.
Moisés Trajane, diretor do sindicato que representa os guardadores, expressou alívio e esperança com a mudança. “A gente tinha medo de a tecnologia chegar e extinguir o trabalho. Mas o projeto contemplou a profissão, e a gente foi reconhecido”, afirmou. A remuneração por carro estacionado permanece a mesma do modelo anterior (R$ 1,40), mas a categoria espera maior credibilidade e reconhecimento profissional.
Como funciona o pagamento e regras de uso
O pagamento do estacionamento é feito exclusivamente pelo aplicativo Jaé. O valor é de R$ 2 por período de duas horas, podendo ser renovado por mais dois períodos, totalizando seis horas de permanência ao custo de R$ 6. Após atingir o limite de seis horas, o veículo deve ser retirado e ficar, no mínimo, uma hora fora da zona de estacionamento.
Para utilizar o serviço, é necessário baixar o app, criar uma conta e carregar créditos via PIX ou cartão de crédito. O veículo também precisa ser cadastrado no aplicativo antes do pagamento. Em caso de esquecimento, o motorista tem até oito horas para regularizar o pagamento, com acréscimo de 100% sobre a tarifa. Após esse prazo, o veículo estará sujeito a multa e remoção.
Fonte: G1
