Rio de Janeiro é o estado com menor projeção de crescimento econômico em 2026
O Rio de Janeiro, segunda maior economia do Brasil, deverá apresentar a menor taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, com uma projeção de apenas 1,09%. Este índice, divulgado pelo relatório Brazil Macroeconomics do Santander em junho, fica abaixo da média nacional estimada em 1,8%.
A desaceleração esperada para o estado fluminense está ligada à economia de serviços, setor que representa cerca de 87% do PIB do Rio. O relatório aponta que a redução do poder de compra e a manutenção da taxa básica de juros em patamares elevados impactam negativamente o consumo, o setor de transportes e o lazer.
Enquanto isso, as regiões Norte e Centro-Oeste devem liderar a expansão econômica nacional em 2026, impulsionadas por boas safras agrícolas e pela valorização das commodities. Estados com menores PIBs absolutos, como Tocantins e Roraima, também são citados como potenciais destaques de crescimento.
Fatores que influenciam a desaceleração do Rio de Janeiro
A análise do Santander atribui a menor expansão econômica do Rio de Janeiro à normalização da atividade econômica após um período de crescimento mais intenso. O ambiente macroeconômico menos favorável para o setor de serviços, dominante na economia fluminense, é um dos principais fatores.
A redução do poder de compra e o menor dinamismo em atividades como transporte, consumo e lazer afetam diretamente o setor de serviços. A combinação de comércio e serviços compõe a maior parte do PIB do estado, incluindo turismo, administração pública, setores financeiro e de tecnologia, além de logística.
A manutenção da taxa Selic em patamar elevado também contribui para a desaceleração, freando o ímpeto de consumo da população. Apesar da projeção menos otimista, o relatório ressalta que o desempenho esperado para o Rio de Janeiro não indica retração econômica, com crescimento positivo previsto para todos os estados em 2026.
Projeções nacionais e regionais para 2026
O Ministério da Fazenda projeta uma expansão de 2,3% para o PIB brasileiro em 2026, enquanto o Banco Central estima um crescimento de 2%. Essas projeções indicam um cenário mais otimista para a economia nacional como um todo.
De forma geral, estados com menor participação no PIB nacional tendem a liderar o crescimento anual, beneficiados pela força do agronegócio e pela capacidade de expansão produtiva. Já as economias do Sudeste, mais diversificadas e dependentes do consumo, passam por uma fase de acomodação após ciclos recentes de maior expansão.
Fonte: G1
