Quase mil detentos não retornaram de saídas temporárias no Rio em 2025
Um levantamento recente revelou que 992 presos deixaram as cadeias do Rio de Janeiro para saídas temporárias em 2025 e não retornaram ao sistema prisional. Entre os foragidos, estão indivíduos com posições de liderança em facções criminosas, incluindo o Comando Vermelho, que atua tanto no Rio quanto em outros estados.
O número de evadidos representa uma parcela significativa dos detentos que tiveram acesso a esse benefício. A situação levanta preocupações sobre a segurança pública e a eficácia do sistema de monitoramento de presos. A maioria dos que não voltaram tem ligação com o crime organizado.
Para o período de Natal, 1.848 custodiados obtiveram o benefício da saída temporária. Estes detentos têm o prazo de se apresentar de volta nas unidades prisionais até o final da noite desta terça-feira, data que marca o encerramento da liberação natalina. A expectativa é que muitos cumpram o prazo, mas o histórico recente indica um risco considerável de novas evasões.
Comando Vermelho tem maior número de foragidos
De acordo com os dados obtidos, 65% dos presos que não retornaram às unidades prisionais são ligados ao Comando Vermelho. Essa facção é conhecida por oferecer proteção e suporte aos seus membros que se evadem do sistema prisional, o que pode explicar a alta taxa de evasão entre seus integrantes.
Preocupação com a segurança pública
A fuga de quase mil detentos, muitos deles com histórico de crimes graves e ligação com organizações criminosas, aumenta a preocupação com a segurança pública no estado. A presença desses indivíduos em liberdade representa um risco para a sociedade, especialmente durante os períodos de festas e férias.
Prazo final para retorno de presos do Natal
Nesta terça-feira, a contagem regressiva para o retorno dos presos que saíram para a saída temporária de Natal chega ao fim. A expectativa é que a maioria se apresente voluntariamente, mas as autoridades estarão em alerta para capturar aqueles que tentarem fugir do cumprimento da pena. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) não comentou o levantamento específico, mas afirmou que intensifica o monitoramento.
Fonte: EXTRA
