PT do Rio lança cartilha e veta "13" e "#Lula2026" em desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí

PT do Rio lança cartilha e veta “13” e “#Lula2026” em desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí

PT do Rio orienta filiados sobre conduta em desfile de Carnaval que homenageia Lula O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro divulgou um comunicado pedindo que seus filiados evitem qualquer tipo de propaganda eleitoral durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Luiz Inácio […]

Resumo

PT do Rio orienta filiados sobre conduta em desfile de Carnaval que homenageia Lula

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro divulgou um comunicado pedindo que seus filiados evitem qualquer tipo de propaganda eleitoral durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (11), na Marquês de Sapucaí.

A agremiação apresentará o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, marcando sua estreia no Grupo Especial. A iniciativa do partido visa prevenir judicializações por propaganda eleitoral antecipada, uma vez que o número 13 é associado historicamente ao PT e a Lula.

Nas redes sociais, o partido reforçou a orientação: “Nada de pedido de voto, nada de número de urna, nada de slogan eleitoral, nada de impulsionamento com caráter eleitoral. A legislação é clara e a gente não pode dar margem para questionamentos ou penalidades”, afirmou.

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Restrições e recomendações para filiados

A cartilha divulgada pelo PT do Rio detalha uma série de restrições para os filiados que comparecerem ao desfile. Entre as principais recomendações estão a proibição de distribuir materiais gráficos com menções às eleições de 2026, bem como evitar a exposição midiática com alusões à gestão do presidente, projetos de governo ou conquistas.

Também foi solicitado que os apoiadores de Lula evitem postagens com a hashtag #Lula2026 e que se abstenham de fazer críticas desproporcionais a opositores políticos, especialmente aqueles com projeção para a próxima eleição presidencial.

Em caso de entrevistas, as respostas devem se limitar a três temas: a importância cultural do carnaval, a trajetória de Lula sob uma perspectiva biográfica e a autonomia criativa da escola de samba. O uso de legendas com tom eleitoral, como “juntos com Lula em 2026”, também deve ser evitado.

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Medidas do Governo Federal

A três dias do desfile, o Palácio do Planalto vetou a participação de ministros na Marquês de Sapucaí. A primeira-dama, Janja, confirmou presença e desfilará no último carro alegórico. Lula acompanhará o evento de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e aliados.

O governo tem trabalhado para evitar que o desfile seja interpretado como propaganda eleitoral antecipada, um tema que está sob análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Advocacia-Geral da União (AGU) elaborou orientações para integrantes do governo, incluindo o custeio próprio de viagens, a não utilização de voos da Força Aérea Brasileira (FAB) e a proibição de transmissões em redes institucionais.

Na quinta-feira (8), o TSE rejeitou pedidos dos partidos Novo e Missão para barrar o desfile, considerando que a proibição poderia configurar censura. No entanto, o tribunal ressaltou a existência de indícios de ilícitos eleitorais e o caso segue em análise, com manifestação do Ministério Público Eleitoral.

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A participação de Janja no desfile gera preocupação em parte do governo quanto a possíveis efeitos políticos negativos, enquanto aliados da primeira-dama defendem sua decisão. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas, afirmou que “não há impedimento de nenhuma natureza para que a primeira dama possa desfilar” e que “estão tentando criminalizar o desfile, o que é um equívoco”.

Lula inicia nesta sexta-feira (9) um tour de Carnaval que passará por Recife e Salvador antes de chegar ao Rio de Janeiro no domingo. Há um clima de preocupação no governo com a repercussão negativa da presença do presidente em eventos carnavalescos, com o receio de vaias e críticas que poderiam ser exploradas por adversários.

Fonte: O Globo

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