PSD vai ao STF contra lei de Cláudio Castro que regulamenta eleição indireta para governador do Rio

PSD vai ao STF contra lei de Cláudio Castro que regulamenta eleição indireta para governador do Rio

PSD aciona STF contra lei de eleição indireta no Rio de Janeiro O Partido Social Democrático (PSD) anunciou que judicializará a lei sancionada pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que estabelece as regras para uma eventual eleição indireta ao Palácio Guanabara. A medida visa cobrir um possível vácuo no cargo caso Castro […]

Resumo

PSD aciona STF contra lei de eleição indireta no Rio de Janeiro

O Partido Social Democrático (PSD) anunciou que judicializará a lei sancionada pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que estabelece as regras para uma eventual eleição indireta ao Palácio Guanabara. A medida visa cobrir um possível vácuo no cargo caso Castro deixe o governo até abril para se candidatar ao Senado nas eleições de outubro.

A principal contestação do PSD reside na redução do prazo máximo para desincompatibilização de cargos públicos, que caiu de seis meses, conforme a Lei da Ficha Limpa, para apenas 24 horas na versão sancionada. O partido argumenta que essa alteração contraria a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 969 do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A lei sancionada por Castro determina que, em caso de dupla vacância (governador e vice), a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) deverá realizar uma eleição indireta em até 48 horas após a confirmação das saídas. Uma das cadeiras já está vaga, com a saída do vice-governador Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Entenda os pontos da lei e a contestação do PSD

A redação original do projeto, de autoria do deputado estadual Luiz Paulo (PSD), previa o prazo de seis meses para o afastamento de cargos públicos, alinhado com a Lei da Ficha Limpa. No entanto, o texto aprovado pela Alerj e sancionado pelo governador reduziu esse período drasticamente para 24 horas. O PSD considera que essa mudança compromete a isonomia e a legitimidade do processo eleitoral.

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A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) será protocolada no STF ainda nesta quinta-feira. O partido entende que a nova lei viola o princípio democrático e a soberania popular, especialmente ao fixar um prazo exíguo que pode prejudicar a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

Como funcionaria a eleição indireta

De acordo com a lei sancionada, a eleição indireta para o “mandato-tampão” seria conduzida pela Mesa Diretora da Alerj. O Ministério Público teria a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento da Constituição e das leis. Os requisitos para candidatura incluem ser brasileiro nato ou naturalizado, ter mais de 30 anos, filiação partidária e domicílio eleitoral no Rio de Janeiro.

O processo prevê um prazo de 24 horas para a publicação das chapas inscritas, seguido por 48 horas para eventuais contestações de inelegibilidade. A votação será nominal, aberta e presencial. A chapa vencedora será aquela que obtiver maioria absoluta dos votos. Em caso de empate, a chapa com o candidato a governador mais velho será declarada vencedora, com posse em até 48 horas.

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A situação política de Cláudio Castro permanece incerta, especialmente com a retomada, em 24 de março, do julgamento no STF que pode cassá-lo. Ele tem até 4 de abril para decidir se permanece no cargo ou se se desincompatibiliza para concorrer ao Senado.

Fonte: G1

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