Professoras e pais pedem paz e segurança após agressão em escola da Zona Norte do Rio
Profissionais da educação e responsáveis por alunos realizaram um ato na manhã desta terça-feira (30) em solidariedade a uma professora que foi agredida no Ginásio Educacional Tecnológico (GET) Lins de Vasconcelos, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro. A vítima sofreu agressões físicas no rosto, desferidas pela mãe de uma estudante, em um incidente que chocou a comunidade escolar.
O caso ocorreu no dia 19 de abril, na unidade da Rua Engenheiro Brotero. Segundo relatos do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), a situação teve início após indisciplinas da aluna envolvida. A mãe teria acreditado na versão da filha de que a professora a agrediu, o que foi desmentido por testemunhas, incluindo outros alunos.
A agressão resultou em um soco no olho da professora, que ficou visivelmente machucado e inchado, ocorrendo na presença da diretora da escola. A vítima encontra-se afastada desde então, em licença médica, enquanto o sindicato busca providências junto à Coordenadoria Regional de Educação.
Comunidade escolar exige segurança e respeito
Emanoel Borges, diretor da regional 3 do Sepe, expressou indignação com a falta de um encaminhamento concreto por parte da Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para o caso. Ele ressaltou que o regimento escolar prevê a transferência da família em situações de agressão a profissionais de educação. “A gente saiu de lá indignado porque a professora retornaria e encararia essa mãe agressora no ambiente de trabalho”, afirmou.
Borges destacou que a violência contra professores, embora recorrente na rede municipal, muitas vezes não ganha a devida visibilidade. Ele também mencionou a sobrecarga de trabalho dos educadores e a falta de funcionários substitutos, agravando o cenário. “Se você naturaliza esse tipo de agressão na escola, os outros profissionais ficam com medo de pegar a criança dessa família como estudante”, alertou.
Secretaria de Educação e Polícia Civil investigam o caso
Em resposta ao ocorrido, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que abriu uma sindicância para apurar os fatos e tomar as medidas cabíveis. A pasta reiterou que casos de agressão são acolhidos e acompanhados, e que repudia qualquer forma de violência. A SME também mencionou ações preventivas realizadas pelo Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Escolas (Niap).
O caso também está sob investigação da 26ª Delegacia de Polícia (Todos os Santos). De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos e testemunhas já foram ouvidos, e a apuração segue em andamento para esclarecer todos os detalhes da agressão.
Fonte: O Globo
