ABIH-RJ defende regulamentação e segurança para o turismo no Rio
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), José Domingo Bouzon, participou do VEJA Fórum de Turismo, onde abordou os desafios e perspectivas do setor. Bouzon ressaltou a necessidade de maior segurança e regulamentação clara, especialmente para os aluguéis de curta temporada, visando um ambiente mais justo e protegido para turistas e para a hotelaria formal.
O evento, realizado no Windsor Flórida Hotel, reuniu importantes nomes do setor público e privado para discutir o cenário turístico brasileiro. O secretário estadual de Turismo, Gustavo Tutuca, apresentou projeções otimistas, prevendo a chegada de 2,5 milhões de turistas internacionais ao estado em 2026, um reflexo do crescimento contínuo do setor.
Bouzon, em sua participação no primeiro painel do fórum, enfatizou o reconhecimento internacional do Rio de Janeiro como palco de grandes eventos, citando a Cúpula dos Líderes do G20 em 2024. Apesar do recorde de visitantes estrangeiros em 2025, com mais de 2 milhões de turistas, ele alertou para os desafios persistentes em segurança e regulamentação.
Segurança e dados como prioridade
Durante o debate, o presidente da ABIH-RJ defendeu o uso rigoroso dos dados da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), enviada à Polícia Federal. Essa medida é vista como essencial para ampliar a proteção dos turistas e para coibir atividades ilícitas, fortalecendo a segurança em todo o destino turístico.
Regulamentação dos aluguéis de curta temporada
Outro ponto crucial levantado por Bouzon foi a necessidade de regulamentação para os aluguéis de curta temporada. Ele argumenta que a ausência de regras claras gera riscos à segurança e ao próprio destino. “Não se trata de proibir ou restringir o mercado, mas de estabelecer critérios que garantam controle e proteção. Sem regulamentação, os problemas tendem a crescer”, afirmou.
Bouzon também defendeu uma concorrência mais equilibrada, destacando a importância do setor hoteleiro formal, que contribui com impostos e segue normas rigorosas. Ele vê os aluguéis por temporada como complementares, mas insiste na necessidade de regras claras, principalmente do ponto de vista da segurança.
A participação no fórum foi considerada estratégica para dar visibilidade às demandas do setor hoteleiro. “É uma oportunidade de mostrar a realidade da hotelaria, nossas necessidades e preocupações, além de dialogar com autoridades e outros atores do mercado”, concluiu Bouzon.
Fonte: ABIH-RJ
