Bases Integradas de Segurança Territorial (Bist) funcionarão 24 horas em comunidades do Rio de Janeiro
Um novo plano de reocupação territorial, enviado pelo governo estadual ao Supremo Tribunal Federal (STF), propõe a criação de Bases Integradas de Segurança Territorial (Bist) em comunidades dominadas pelo crime organizado. Essas bases funcionarão ininterruptamente, com policiamento comunitário e tecnologia de monitoramento.
A iniciativa, um dos cinco eixos temáticos do plano, busca ir além da segurança, concentrando também serviços sociais oferecidos pelo estado e municípios. O objetivo é oferecer um atendimento multifuncional e contínuo à população local, evitando que as bases se tornem apenas postos policiais isolados.
O plano atende a uma determinação do STF na ADPF das Favelas e será implementado inicialmente em comunidades como Gardênia Azul, Muzema e Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio. Futuramente, a proposta pode ser expandida para outras regiões, como Itanhangá e Jacarepaguá.
Multifuncionalidade e Autogestão Comunitária
Segundo Victor Santos, secretário estadual de Segurança Pública, as Bists serão verdadeiros centros de apoio. “A gente tem que imaginar que todos os serviços tenham que estar disponíveis ali 24 horas. Se não a gente vira outra Unidade de Polícia Pacificadora (UPP)”, explicou. A ideia é que essas bases concentrem serviços como Detran, assistência social e programas de capacitação profissional, promovendo a autogestão e oportunidades para os jovens.
Estratégia de Intervenção e Reocupação
A instalação das Bists ocorrerá após a fase inicial de reocupação territorial. A polícia terá o papel de estabilizar o ambiente, permitindo que outros atores sociais e serviços públicos possam atuar. A intenção não é a permanência policial contínua, mas sim uma intervenção mínima e estratégica para restabelecer a ordem e a presença do Estado.
Eixos do Plano Estratégico de Reocupação Territorial
Elaborado pela Secretaria estadual de Segurança Pública, o plano abrange cinco eixos: Segurança Pública e Justiça; Desenvolvimento Social; Urbanismo e Infraestrutura; Desenvolvimento Econômico; e Governança e Sustentabilidade. O primeiro eixo foca em eliminar a presença do crime organizado e garantir a ordem pública, com possível integração de forças estaduais e federais.
Outras medidas previstas incluem a oferta de Justiça itinerante com Defensoria Pública, Ministério Público e Juizados, além da implantação de uma guarda municipal comunitária com formação em direitos humanos nos territórios reocupados.
Fonte: G1
