PGR arquiva investigação contra Jair Bolsonaro
A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar um procedimento investigatório que apurava declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro em um ato público em Copacabana, no Rio de Janeiro, em março deste ano. A investigação foi aberta após uma denúncia que apontava um possível crime contra a democracia.
A apuração baseou-se em falas de Bolsonaro durante o evento, onde ele criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e mencionou sua inelegibilidade. Apesar das declarações, a PGR concluiu pela falta de provas que sustentassem a continuidade da investigação.
O ato em Copacabana reuniu apoiadores em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Na ocasião, Bolsonaro expressou sua percepção de que haveria uma narrativa para sua condenação, comparando a pena prevista para outros réus com a sua própria situação.
Bolsonaro critica STF e fala sobre inelegibilidade
Durante o discurso, Jair Bolsonaro questionou a base para sua inelegibilidade, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível até 2030 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Ele citou decisões da Justiça Eleitoral e declarou que não deixaria o país.
“Me tornaram inelegíveis por quê? Pegaram dinheiro na minha cueca? Alguma caixa de dinheiro no meu apartamento? Algum desfalque em estatal? Porque me reuni com embaixadores e, a outra, porque subi no carro de som do Silas Malafaia”, declarou o ex-presidente no ato.
A decisão da PGR de arquivar o caso reforça a necessidade de indícios concretos para a instauração de procedimentos investigatórios. A falta de provas materiais e a interpretação das falas como manifestação política levaram ao encerramento da apuração.
Fonte: G1
