Comunidades da Zona Sul do Rio ganham espaço no turismo carioca
Márccia Souza, sócia-fundadora do MUF, explica que o museu busca projetar para fora a memória e as histórias de superação dos moradores. “A ideia do museu nasceu do desejo de mostrar um olhar diferenciado sobre as favelas por meio do turismo. Se queremos projetar algo para fora, o turismo é a ponte. Mas precisávamos de um argumento, e esse argumento é a nossa memória, nossas histórias de superação e a nossa forma de viver”, explica Souza.
Impacto positivo no empreendedorismo e na economia local
A inclusão das comunidades no roteiro turístico promete ampliar a visibilidade de iniciativas culturais e fortalecer a economia local. Nasi Barbosa, proprietário do Bar e Restaurante Panelada, relata que o turismo já mudou a percepção de segurança e impulsionou a economia local. “Vejo isso como uma oportunidade para novos empreendedores. O turista vem e percebi todo mundo abraça quem chega”, comenta o empresário.
Mestre Pardal, mototaxista e professor de capoeira, também celebra a novidade, que gera mais renda e oportunidades de trabalho. “Alguns turistas, principalmente os estrangeiros, acham curioso o nosso meio de transporte; outros têm medo. Apresentamos a cultura da comunidade e as vistas que temos aqui”, conta Pardal, que atua como guia cultural e de transporte.
Fonte: g1.globo.com
