Operário relata pânico em andaime suspenso por ventania no Rio: 'Só pensava em Deus e na minha família'

Operário relata pânico em andaime suspenso por ventania no Rio: ‘Só pensava em Deus e na minha família’

Momento de terror em obra de prédio de 23 andares Três operários viveram momentos de pânico ao ficarem suspensos em um andaime durante uma forte ventania no Rio de Janeiro. Os ventos, que atingiram mais de 100 km/h, surpreenderam Leonardo Garcia, 43 anos, Wedson Sales e Vitor Silva enquanto trabalhavam na pintura de um edifício […]

Resumo

Momento de terror em obra de prédio de 23 andares

Três operários viveram momentos de pânico ao ficarem suspensos em um andaime durante uma forte ventania no Rio de Janeiro. Os ventos, que atingiram mais de 100 km/h, surpreenderam Leonardo Garcia, 43 anos, Wedson Sales e Vitor Silva enquanto trabalhavam na pintura de um edifício de 23 andares na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste da cidade.

Apesar de terem feito a checagem dos itens de segurança horas antes, a intensidade do vento fez com que o equipamento, apelidado de “jaú”, batesse na parede algumas vezes e travasse. “Quando percebemos que estava chegando a ventania, tentamos descer o quanto antes. Mas não deu tempo de descermos. Ali, na hora, eu só pensava em Deus e na minha família”, relatou Leonardo ao jornal EXTRA.

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A tensão durou cerca de cinco a seis minutos, mas para os operários, pareceu uma eternidade. Cada um deles pensava apenas em sair em segurança e voltar para casa. “Foram momentos assustadores, foi desesperador”, descreveu Leonardo, que mora com a esposa e filhos em Vila Kennedy.

Resgate inesperado e o impacto psicológico

Em meio ao desespero, os três conseguiram se agarrar a uma sacada no sexto andar do prédio. Foi quando Isabela, uma diarista que trabalhava no local e já havia alertado os trabalhadores sobre o mau tempo, interveio. Sem conhecê-los, ela os ajudou a puxá-los para a segurança da sacada.

“Graças a Deus foi o que aconteceu. Mais tarde, mandei mensagem para eles pedindo que abraçassem suas famílias”, disse Leonardo, que teve uma crise de choro ao voltar para casa. Ele descreveu a sensação de alívio ao reencontrar a família, mas admitiu que o trauma ainda o afeta.

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Dificuldades após o susto

Apesar de a empresa de engenharia para a qual trabalham ter prestado auxílio imediato e concedido um dia de licença, Leonardo ainda lida com as consequências psicológicas do incidente. Ele relata dificuldades para dormir, ansiedade e um medo constante de que a situação possa se repetir.

“Quando está ventando, a gente nem sobe para fazer esse tipo de trabalho. Só que dessa vez não deu. Estávamos entre o sexto e o sétimo andar quando fomos surpreendidos pela ventania. Foi assustador”, contou o operário, ressaltando que o incidente gerou uma espécie de ansiedade.

Posicionamento da empresa

A empresa de engenharia informou que os colaboradores recebem os treinamentos e equipamentos de segurança necessários para trabalhos em altura. A organização destacou que a situação ocorreu devido a uma “alteração severa e repentina das condições climáticas”, e que as atividades foram interrompidas. A empresa afirma estar avaliando o episódio internamente e reforçando suas medidas preventivas.

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Fonte: EXTRA

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