MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do Rio após protestos de ambulantes

MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do Rio após protestos de ambulantes

MPF busca suspensão do programa “Tolerância Zero” na orla carioca Após protestos de trabalhadores ambulantes contra o programa “Tolerância Zero” na orla do Rio de Janeiro, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal. O órgão pede a suspensão da iniciativa da Prefeitura do Rio. A ação também solicita […]

Resumo

MPF busca suspensão do programa “Tolerância Zero” na orla carioca

Após protestos de trabalhadores ambulantes contra o programa “Tolerância Zero” na orla do Rio de Janeiro, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal. O órgão pede a suspensão da iniciativa da Prefeitura do Rio.

A ação também solicita que a União e o município elaborem, em conjunto, um plano de gestão das praias. O objetivo é conciliar o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a proteção dos direitos dos trabalhadores ambulantes que dependem da atividade para sobreviver.

Segundo o MPF, a prefeitura implementou a fiscalização nas praias sem observar as normas federais que regulam a gestão desses espaços e sem diálogo com a União, proprietária das praias marí times. A participação da sociedade e medidas voltadas à regularização dos ambulantes também foram apontadas como ausentes.

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Irregularidades na implantação do programa

O procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, destacou na ação que o programa foi criado sem a devida observância das normas federais. O município não aderiu ao Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP) nem elaborou o Plano de Gestão Integrada previsto no Projeto Orla.

Direitos dos trabalhadores ambulantes em foco

Embora o MPF reconheça a necessidade de combater o crime organizado e a exploração ilegal do espaço público, o órgão sustenta que esses objetivos não justificam medidas que afetem indistintamente trabalhadores que exercem atividade lícita. A preocupação é com a precarização e o impacto na subsistência de milhares de famílias.

Fonte: g1.globo.com

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