Moradores da Tijuca sofrem com nova falta d'água; Águas do Rio promete vistoria

Moradores da Tijuca sofrem com nova falta d’água; Águas do Rio promete vistoria

Tijuca enfrenta crise hídrica: ruas sem água e moradores revoltados com a concessionária Moradores de diversas ruas na Tijuca, Zona Norte do Rio, relatam falta de água constante desde o início de junho. As vias Ribeirão Preto, Hélion Póvoa e Olegário Mariano são as mais afetadas, com o abastecimento comprometido a ponto de a água […]

Resumo

Tijuca enfrenta crise hídrica: ruas sem água e moradores revoltados com a concessionária

Moradores de diversas ruas na Tijuca, Zona Norte do Rio, relatam falta de água constante desde o início de junho. As vias Ribeirão Preto, Hélion Póvoa e Olegário Mariano são as mais afetadas, com o abastecimento comprometido a ponto de a água não chegar a alguns imóveis ou chegar com pressão insuficiente para encher caixas d’água e cisternas.

A situação, que já se repete há anos, tem gerado grande insatisfação. Os residentes afirmam ter registrado diversos protocolos na Águas do Rio, concessionária responsável pelo serviço, mas as soluções apresentadas são paliativas ou inexistentes. A falta d’água impacta diretamente as atividades básicas do dia a dia, forçando improvisos e gerando gastos extras com compra de água e lavagem de roupas fora de casa.

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Diante do cenário de descaso e recorrentes problemas, os moradores cogitam medidas legais. Há relatos de que a falha estaria ligada a uma elevatória na Rua Uruguai, que é responsável por bombear a água para as áreas mais elevadas do bairro. A concessionária, por sua vez, informou que enviará uma equipe para verificar a situação nos endereços citados.

Moradores relatam descaso e improvisos para conseguir água

O servidor público Marcello Vargas, morador da Rua Ribeirão Preto, conta que está sem água desde o dia 2 de junho. “A rua inteira enfrenta o problema, mas a concessionária sequer reconhece a falha. Quando ligamos, eles dizem que está tudo normal”, critica, ressaltando que o problema é semanal desde que se mudou para o bairro, há três anos.

Vargas descreve a dificuldade em realizar tarefas básicas. “A gente conseguiu lavar louça e dar descarga usando água da chuva e da piscina. Eu já precisei tomar banho na academia”, relata. Ele também menciona que a cisterna, que deveria ser uma reserva, acaba rapidamente com os longos períodos sem abastecimento. “O serviço é terrível. Parece que a gente reclama e ninguém está nem aí. A conta chega certinha, mas a água não”, desabafa.

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Organização para ação judicial contra a concessionária

A insatisfação é generalizada, e os moradores estudam a possibilidade de uma ação coletiva contra a Águas do Rio. “Estamos nos organizando para procurar a Defensoria e entrar na Justiça. É um problema recorrente que prejudica demais a vida de todo mundo aqui”, argumenta Marcello Vargas.

Luiz Eduardo Guimarães Gomez, analista de sistemas, corrobora a versão de que o problema está na elevatória da Rua Uruguai. “Temos três ruas envolvidas nessa situação. Em algumas casas a água não chega, em outras chega com pouca pressão e não consegue subir para as caixas”, explica. Ele afirma que técnicos já estiveram na região, mas o abastecimento continua comprometido, sem previsão de normalização.

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Histórico de problemas e promessa de vistoria

A falta d’água na Tijuca não é uma ocorrência nova. Em fevereiro deste ano, moradores das mesmas ruas já haviam denunciado interrupções frequentes no fornecimento. Na época, falhas na mesma elevatória foram apontadas como causa, e o serviço só foi normalizado um dia após a publicação da reportagem.

A Águas do Rio, em nota, declarou que enviará uma equipe aos endereços citados para verificar a ocorrência. A promessa, no entanto, soa como um alívio temporário para os residentes que convivem com a falta d’água há anos.

Fonte: g1.globo.com

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