Mãe de Oruam tem prisão revogada pela Justiça do Rio com tornozeleira eletrônica e outras medidas

Mãe de Oruam tem prisão revogada pela Justiça do Rio com tornozeleira eletrônica e outras medidas

Justiça concede habeas corpus para mãe de Oruam e impõe medidas cautelares A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mãe do rapper Oruam e esposa de Marcinho VP. Ela é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. A […]

Resumo

Justiça concede habeas corpus para mãe de Oruam e impõe medidas cautelares

A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mãe do rapper Oruam e esposa de Marcinho VP. Ela é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. A decisão, tomada pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), determinou a aplicação de medidas cautelares em substituição à prisão.

Os desembargadores consideraram ilegal a decretação da prisão preventiva, destacando que o próprio Ministério Público, ao apresentar a denúncia, não solicitou a detenção, mas sim a aplicação de medidas cautelares diversas. A decisão do colegiado seguiu entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece a prisão preventiva dependendo de requerimento do Ministério Público ou representação da autoridade policial.

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Márcia Gama deverá cumprir diversas restrições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça e recolhimento domiciliar noturno. Ela também está proibida de frequentar comunidades controladas pelo Comando Vermelho, o presídio onde Marcinho VP está detido e de deixar a comarca sem autorização judicial. Além disso, suas atividades econômicas e financeiras em empresas citadas na investigação foram suspensas.

Investigação aponta papel financeiro na facção

Márcia é investigada por sua atuação na administração financeira do núcleo familiar de Marcinho VP, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho. Segundo a denúncia do Ministério Público, ela teria sido responsável por ocultar e dissimular patrimônio supostamente adquirido com recursos do tráfico de drogas, participando da compra de imóveis e administrando aluguéis em comunidades como o Complexo da Penha.

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A acusação detalha que ela recebia dinheiro em espécie de integrantes da facção e coordenava transferências financeiras e pagamentos. Um dos bens mencionados na denúncia é a chamada Casa de Vidro, adquirida por R$ 1,3 milhão e que teria sido registrada em nome de terceiros para dificultar o rastreamento.

Oruam responde por tentativa de homicídio

Em paralelo, o rapper Oruam, filho de Márcia, enfrenta um processo por tentativa de homicídio contra policiais civis. Nesta quarta-feira (17), ocorreu uma audiência onde uma testemunha de defesa, Thallys Gabriel de Azevedo, afirmou que os policiais não teriam se identificado durante a operação em julho de 2025. Os réus optaram por permanecer em silêncio durante a sessão.

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O Ministério Público acusa Oruam e outros de participarem de um ataque a policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes. A operação visava localizar Thallys Gabriel, investigado por envolvimento com o tráfico de drogas. A defesa do rapper alega que os policiais não se identificaram e não apresentaram mandado.

Fonte: O Globo

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