Malafaia reforça aliança com PL e critica Judiciário em culto
O pastor Silas Malafaia, figura proeminente da direita religiosa no Rio de Janeiro, demonstrou uma reaproximação com o grupo político do PL em um culto realizado na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha. O evento contou com a presença de pré-candidatos do partido, como Flávio Bolsonaro à Presidência e Douglas Ruas ao governo do estado, além de outras lideranças políticas.
Durante o culto, Malafaia convidou os políticos para subirem ao púlpito e realizou uma oração pedindo “bênção e vitória” para eles, confirmando publicamente sua aliança com o grupo. A cerimônia foi marcada por fortes declarações políticas e críticas a desafetos no cenário nacional.
As falas do pastor incluíram ataques diretos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes, com quem Malafaia tem um histórico de conflitos. Ele também teceu críticas à gestão do PT e a programas sociais como o Bolsa Família.
Críticas ao STF e ao Bolsa Família
Silas Malafaia declarou abertamente suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ao STF, afirmando que “se o senhor Alexandre de Moraes e os outros não se arrependerem, virá justiça e juízo sobre eles em nome de Jesus”. O pastor, que se tornou réu no STF por injúria, não escondeu sua insatisfação com as decisões da corte.
Em outro momento, Malafaia criticou duramente o programa Bolsa Família, chamando-o de “compra de voto na maior cara de pau” e questionando a eficácia da política social do governo federal. Ele comparou a situação atual com o passado, sugerindo que a população estaria em uma condição pior.
Defesa da união entre religião e política
O pastor também aproveitou o púlpito para defender a união entre lideranças religiosas e o meio político, incentivando os fiéis a “deixarem de ser trouxas”. Malafaia insinuou que a esquerda, ao atacar o cristianismo, estaria inadvertidamente fortalecendo o islamismo, o que ele considera uma ameaça ao modelo judaico-cristão.
A cerimônia reforça a estratégia de Malafaia de manter sua influência política através de sua liderança religiosa, alinhando-se explicitamente com candidatos e pautas conservadoras.
Fonte: G1
