Malafaia alega perseguição política após se tornar réu no STF
O pastor Silas Malafaia declarou neste domingo (3) que se tornou alvo de “perseguição política”. A afirmação ocorreu durante um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), na zona norte do Rio de Janeiro, dias após ele se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF).
Malafaia também aproveitou a ocasião para criticar novamente o ministro Alexandre de Moraes e o inquérito das fake news, que tramita na Corte. Ele defendeu o que chamou de direito à liberdade de expressão, argumentando que suas críticas, por serem genéricas, não configurariam crime.
A cerimônia contou com a presença de diversas personalidades políticas, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ) e o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que foram chamados ao altar pelo pastor.
Críticas ao STF e ao inquérito das fake news
O líder religioso classificou o inquérito das fake news como “ilegal” e “imoral”, afirmando que seu objetivo é “calar” aqueles que criticam os ministros do STF. Segundo Malafaia, há uma tentativa de “intimidar” e silenciar os opositores.
Ao se referir a Alexandre de Moraes, Malafaia disse que faz críticas ao magistrado, mas que não o odeia. Ele acrescentou que, se o ministro “não se arrepender”, “virá justiça sobre ele em nome de Jesus”.
Entenda o caso no STF
A decisão que tornou Silas Malafaia réu por injúria foi tomada pela Primeira Turma do STF. A ação teve origem em uma representação apresentada pelo comandante do Exército, general Tomá Paiva, após um discurso do pastor na Avenida Paulista em abril de 2024.
Na ocasião, Malafaia, de cima de um carro de som, criticou generais do Exército, chamando-os de “frouxos”, “covardes” e “omissos”, e questionou a falta de “marcar posição”. Parte dos ministros entendeu que, embora não houvesse indícios de calúnia (acusação falsa de crime), as declarações poderiam configurar ofensa à honra, levando ao recebimento da denúncia por injúria.
A decisão foi tomada por maioria, com divergências entre os ministros sobre o enquadramento das falas do pastor.
Fonte: G1
