Violência Assola o Grande Rio: Agentes de Segurança Sob Fogo Cruzado em 2025
O ano de 2025 tem sido marcado por uma escalada alarmante de violência contra agentes de segurança no Grande Rio. Um levantamento recente do Instituto Fogo Cruzado aponta que mais de 150 agentes foram baleados na região metropolitana, um dado preocupante que reflete a intensa criminalidade.
A gravidade da situação foi evidenciada por dois trágicos assassinatos ocorridos em um intervalo inferior a 24 horas nesta semana. Um sargento foi vítima de criminosos em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, e não resistiu aos ferimentos. No dia seguinte, véspera de Natal, outro agente foi morto durante uma tentativa de assalto no Engenho Novo.
Esses incidentes chocantes sublinham a perigosa rotina enfrentada pelas forças de segurança. A constante exposição ao risco e a letalidade dos confrontos são temas urgentes para a discussão sobre segurança pública no estado.
Números Alarmantes: Polícia Militar é a Mais Afetada
O Instituto Fogo Cruzado detalha que, dos 153 agentes baleados em 2025, a grande maioria, 110, era composta por policiais militares. Desses, 49 perderam a vida e 61 ficaram feridos, demonstrando o alto custo humano da atuação policial em áreas conflagradas.
Apreensão de Armas de Guerra Aumenta em 23%
Em contrapartida ao aumento da violência contra os agentes, o Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro divulgou números relevantes sobre a apreensão de armamentos. Entre janeiro e novembro deste ano, quase 850 armas de guerra foram retiradas das mãos de criminosos, o que equivale a uma a cada dez horas. Este número representa um aumento de 23% em relação ao ano anterior, indicando um esforço contínuo no combate ao armamento pesado do crime organizado.
Secretaria de Segurança Pública Não Comenta Mortes de Agentes
A Secretaria de Estado de Segurança Pública foi contatada para comentar os dados sobre as mortes de agentes registrados pelo Instituto Fogo Cruzado, porém, não houve resposta até o fechamento desta reportagem. A falta de pronunciamento oficial sobre o tema levanta questionamentos sobre as ações e planos para mitigar essa grave realidade.
Fonte: G1
