Lula brinca sobre ‘aumentinho’ para servidores do Rio após adesão ao Propag
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma brincadeira nesta terça-feira, sugerindo que parte da economia gerada pelo Rio de Janeiro com a adesão ao Propag poderia ser destinada a um “aumentozinho” para os servidores estaduais. A declaração ocorreu durante um evento que marcou o início das obras do primeiro trecho da nova Serra das Araras, na rodovia Presidente Dutra.
A adesão ao Propag, programa que permite abater a cobrança de juros no pagamento das dívidas do estado com a União, foi oficializada pelo governo fluminense recentemente. A medida é vista como um alívio financeiro significativo, com estimativas apontando uma economia imediata de R$ 3,1 bilhões nas contas públicas para 2026 e cerca de R$ 40 bilhões ao longo dos próximos anos.
Lula dirigiu-se ao governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto, de forma descontraída. “O governador, como é um homem da Justiça, sabe que com parte desse dinheiro vai dar um aumentozinho pros funcionários do Rio de Janeiro que estão carecendo, e sabe que a outra parte vai apostar na educação”, disse o presidente, ressaltando a importância de investir tanto no funcionalismo quanto na educação.
Entenda o Propag e a economia para o Rio
O Propag, autorizado pelo governo federal em maio, substitui o antigo Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O novo programa permite o parcelamento das dívidas do estado em até 30 anos e oferece juros menores em troca de investimentos estaduais em áreas prioritárias como infraestrutura, segurança pública e educação. Essa renegociação representa uma melhora substancial nas condições de pagamento em comparação ao RRF, onde a correção da dívida era mais onerosa.
Contexto de reajustes salariais no estado
A fala de Lula sobre um “aumentozinho” para os servidores ocorre em um momento em que o governo do Rio de Janeiro retomou o pagamento de parcelas atrasadas de recomposição salarial. Mais de 400 mil servidores ativos e aposentados foram impactados por essa medida, referente ao período de 2017 a 2021, após um período de congelamento de reajustes devido à crise fiscal, agravada pelos gastos com as Olimpíadas de 2016.
Críticas à nomenclatura do programa
Apesar dos benefícios financeiros, a nomenclatura do novo programa de renegociação de dívidas gerou comentários. O ex-governador Luiz Fernando Pezão, atual prefeito de Piraí (RJ), elogiou a adesão ao programa, mas criticou o nome escolhido. “Nome horroroso, ninguém sabe o que que é”, comentou Pezão, indicando uma possível falta de clareza na comunicação sobre o Propag.
Fonte: G1
