Sérgio Pina considera disputa por vaga na Câmara Federal
O líder religioso Sérgio Pina, que ganhou notoriedade nacional por sua ligação espiritual com a cantora Anitta, está considerando a possibilidade de se candidatar a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O nome do religioso já tem sido discutido nos bastidores políticos, indicando um movimento em direção à arena pública.
Em entrevista exclusiva, Pina declarou que a decisão de entrar para a política parte do desejo de aumentar a representação de comunidades religiosas, lideranças populares e grupos que, segundo ele, possuem pouca voz nos espaços decisórios. Sua plataforma também visa dar voz a jovens e mães atípicas.
Sérgio Pina, que segue uma religião de matriz africana, construiu sua trajetória no Rio de Janeiro, atuando ativamente tanto no campo religioso quanto no comunitário. Sua projeção nacional foi impulsionada pela proximidade espiritual com Anitta, mas seu trabalho é consolidado em sua comunidade.
Prioridades e desafios do Rio de Janeiro
Caso confirme sua candidatura, Sérgio Pina pretende focar em pautas cruciais como a liberdade religiosa, o respeito às tradições de matriz africana e o combate à intolerância religiosa. Outras prioridades incluem a valorização das comunidades de terreiro e o fortalecimento de políticas públicas voltadas para a população fluminense, com ênfase na segurança para jovens que iniciam sua jornada profissional e educacional cedo.
O religioso ressalta que a política precisa estar mais atenta à realidade vivenciada pelas comunidades. “O Rio de Janeiro tem desafios profundos nas áreas social, cultural, econômica e religiosa, e a representatividade precisa sair do discurso e chegar às decisões”, afirmou.
Diálogos e próximos passos
A eventual candidatura de Sérgio Pina ainda depende do cumprimento de etapas legais, como prazos eleitorais, definições partidárias, convenções e o registro na Justiça Eleitoral. Até lá, ele manterá um diálogo constante com lideranças políticas e religiosas para consolidar seu nome no cenário do Rio de Janeiro. A possível entrada de um pai de santo na disputa eleitoral reabre um debate importante sobre a presença das religiões de matriz africana na política e o enfrentamento à intolerância religiosa no país.
Fonte: Metrópoles
