Justiça do Rio mantém quebra de sigilo de celular apreendido com Dr. Jairinho na prisão

Justiça do Rio mantém quebra de sigilo de celular apreendido com Dr. Jairinho na prisão

Justiça do Rio mantém quebra de sigilo de celular apreendido com Dr. Jairinho na prisão A Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão que autoriza a quebra do sigilo dos dados do celular apreendido com o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, que está preso no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, em […]

Resumo

Justiça do Rio mantém quebra de sigilo de celular apreendido com Dr. Jairinho na prisão

A Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão que autoriza a quebra do sigilo dos dados do celular apreendido com o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, que está preso no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, em Bangu. Apesar da manutenção da autorização, a extração das informações do aparelho ficará suspensa até que um habeas corpus apresentado pela defesa seja julgado.

Dr. Jairinho foi condenado pela morte do menino Henry Borel. A juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), negou o pedido da defesa para anular o acesso ao conteúdo do telefone, entendendo que a medida pode auxiliar no esclarecimento de possíveis interferências do uso do aparelho no andamento do processo.

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A magistrada ressaltou que Jairinho permanece preso e que a competência para analisar o caso continua válida. A juíza considerou regular a realização da perícia pelo órgão técnico do Ministério Público. O pai de Henry, Leniel Borel, criticou a estratégia da defesa, vendo a ação como uma tentativa de dificultar as investigações.

Defesa contesta apreensão e pede suspensão da análise

A defesa de Dr. Jairinho argumentou que a apreensão do celular dentro da prisão deveria ser tratada no âmbito da execução penal. Alegaram que a análise do conteúdo do aparelho violaria direitos fundamentais e questionaram a atuação do órgão pericial do Ministério Público.

Extração de dados suspensa após habeas corpus

Apesar de rejeitar os argumentos da defesa, a juíza Elizabeth Machado Louro decidiu suspender os efeitos da quebra de sigilo. Essa suspensão vigorará até que o habeas corpus seja analisado pelo tribunal. Com isso, o Ministério Público deverá interromper temporariamente qualquer procedimento relacionado à perícia do aparelho.

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Leniel Borel critica postura da defesa

Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no processo, manifestou sua insatisfação com a tática da defesa. Ele questionou o interesse de Jairinho em impedir o acesso ao conteúdo do celular apreendido e expressou indignação com a possibilidade de o ex-vereador utilizar a cela como um “escritório” para operar via smartphone. “O que tem neste celular que ele quer tanto esconder e tirar do processo da morte do meu filho?”, questionou Leniel.

Dr. Jairinho foi condenado em júri popular pela tortura e morte de Henry Borel, crime ocorrido em março de 2021.

Fonte: O Dia

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