Escola de samba alega existência de associação criminosa e comercialização de posições na elite do carnaval carioca.
Um dia após ser rebaixada para a Série Prata do carnaval carioca, a Inocentes de Belford Roxo apresentou uma denúncia formal de supostas irregularidades na Série Ouro. O presidente de honra da agremiação, Reginaldo Gomes, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Rio de Janeiro, alegando a formação de uma associação criminosa e a prática de venda de vagas na divisão de acesso.
A queixa foi formalizada na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). A unidade policial solicitou ao dirigente que apresente a documentação que fundamenta a acusação e indique possíveis testemunhas para dar andamento às investigações. A principal suspeita recai sobre a comercialização de posições na Série Ouro.
Rebaixamento e busca por transparência no carnaval
A Inocentes de Belford Roxo terminou na penúltima colocação na apuração do carnaval, o que resultou em seu rebaixamento para a Série Prata. A escola apresentou um enredo sobre a influência russa no frevo pernambucano. Em vídeo gravado na porta da delegacia, Reginaldo Gomes declarou que sua intenção é buscar transparência e lisura na organização do carnaval.
Com o registro de ocorrência em mãos, o presidente de honra afirmou que pretende encaminhar o caso para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), à Câmara Municipal e ao Ministério Público. Ele pede uma investigação sobre o que classificou como um “grupo” que estaria comandando o carnaval.
LigaRJ se defende e aponta deliberações em assembleia
A LigaRJ, entidade responsável pela organização da Série Ouro, se pronunciou sobre o caso. Segundo a liga, todas as deliberações referentes à divisão foram tomadas em Assembleia Geral, com a participação dos representantes de todas as agremiações. A entidade afirma que as decisões foram devidamente registradas em cartório e estão em conformidade com seu estatuto.
O desenrolar das investigações agora depende da apresentação de provas concretas e depoimentos por parte do denunciante. Somente com esses elementos a Polícia Civil poderá dar andamento ao inquérito e apurar as denúncias de irregularidades no carnaval.
Fonte: G1
