Homem é preso suspeito de perseguir e ameaçar moradores do Leme, no Rio de Janeiro
Um homem identificado como Alexandre Guimarães Pacheco foi preso nesta quinta-feira (23) sob a suspeita de praticar stalking contra moradores do Leme, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele é investigado pela Polícia Civil por perseguição, ameaças e intimidação contínuas, que criaram um clima de medo na comunidade.
As investigações, conduzidas pela 12ª DP (Copacabana), apontam que Pacheco vinha aterrorizando a população há um longo período. Relatos indicam que ele realizava abordagens constantes, proferia ameaças de morte e exibia comportamentos violentos, gerando insegurança entre os residentes do bairro.
Diversas vítimas relataram ter sido seguidas pelo suspeito, que frequentemente portava uma faca. Há relatos de que ele encurralava pessoas nas ruas e chegava a procurar por elas nas proximidades de suas residências, questionando porteiros sobre seus paradeiros e afirmando a intenção de matá-las.
Padrão de violência e novas denúncias reforçam caso
A apuração policial também inclui episódios de danos a veículos, agressões, intimidações contra pessoas e animais, além de outros atos de violência que ainda estão sob investigação. O cerco se intensificou após novas vítimas procurarem a delegacia, informando que Alexandre voltou a cercar moradores do bairro armado com uma faca.
Essas denúncias reforçaram o risco à integridade física das pessoas e evidenciaram a reiteração das condutas criminosas por parte do suspeito. A Polícia Civil informou que Alexandre Guimarães Pacheco possui diversas anotações criminais anteriores, incluindo roubo, furto, porte ilegal de arma, ameaça, injúria e lesão corporal.
Testemunhas relatam perseguições e tentativas de agressão
Uma testemunha contou ter sido perseguida por vários dias nas ruas do Leme, sendo ameaçada com uma faca e uma barra de ferro, além de ter sido ofendida e difamada publicamente. Ela relatou a necessidade de contratar um advogado para lidar com a situação.
Outro morador relatou uma tentativa de homicídio, onde o investigado teria tentado matar um homem da região com golpes de faca pelas costas. Segundo o relato, a vítima só não foi atingida porque um cachorro interveio e impediu a agressão.
Investigação reúne provas e depoimentos
Ao longo do processo, os agentes reuniram depoimentos, registros de ocorrência, imagens e outros elementos que comprovam um padrão contínuo de perseguição contra múltiplas vítimas. A Polícia Civil ressaltou a gravidade dos atos e a necessidade de prisão para garantir a segurança da comunidade.
A reportagem de O DIA não conseguiu localizar a defesa de Alexandre Guimarães Pacheco. O espaço segue aberto para manifestação.
Fonte: O DIA
