Helicóptero Black Hawk de R$ 70 milhões sob escrutínio no Rio: Governo avalia suspensão de compra histórica

Helicóptero Black Hawk de R$ 70 milhões sob escrutínio no Rio: Governo avalia suspensão de compra histórica

Governo do Rio reavalia compra de helicóptero Black Hawk de R$ 70 milhões A aquisição de um helicóptero Sikorsky UH-60L Black Hawk, anunciada como histórica pelo ex-governador Cláudio Castro, está sob análise rigorosa da nova gestão do Rio de Janeiro. O Secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, admitiu a possibilidade de a licitação ser suspensa, […]

Resumo

Governo do Rio reavalia compra de helicóptero Black Hawk de R$ 70 milhões

A aquisição de um helicóptero Sikorsky UH-60L Black Hawk, anunciada como histórica pelo ex-governador Cláudio Castro, está sob análise rigorosa da nova gestão do Rio de Janeiro. O Secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, admitiu a possibilidade de a licitação ser suspensa, citando preocupações técnicas e jurídicas. A aeronave, conhecida por sua capacidade militar e por aparecer em filmes como “Falcão Negro em Perigo”, levanta dúvidas sobre seu uso seguro em áreas urbanas densas.

O anúncio da compra, feito em janeiro, prometia a chegada da aeronave ao estado antes de abril. No entanto, a expectativa agora é de que a negociação não se concretize. A principal preocupação gira em torno do impacto operacional do Black Hawk em comunidades, onde seu potente fluxo de ar descendente, conhecido como “rotor wash”, pode causar danos a residências com telhados mais frágeis.

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Fontes indicam que o governador interino, Ricardo Couto, chegou a discutir com Willeman o potencial destelhamento de casas em favelas devido à força do equipamento. Este tipo de incidente já foi documentado em operações militares e de resgate em outros países, levantando questionamentos sobre a adequação do uso deste tipo de aeronave em operações policiais em áreas de baixa altitude e alta densidade populacional.

Precedentes e restrições legais para uso de helicópteros em comunidades

O uso de helicópteros em operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro é tema de debate judicial, especialmente após a “ADPF das Favelas”. Uma decisão cautelar do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 restringiu o emprego de aeronaves a “casos de estrita necessidade”, exigindo relatórios detalhados após cada operação. Em 2025, o STF manteve essa restrição e determinou a criação de protocolos específicos para o uso de helicópteros, blindados e drones.

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A aeronave em questão, um modelo UH-60L Black Hawk usado, seria a primeira de seu porte e capacidade tática a integrar a frota de uma polícia estadual no Brasil. Atualmente, o país opera 26 unidades do modelo, todas sob comando das Forças Armadas. A aquisição, formalizada em fevereiro através de pregão eletrônico internacional, incluía blindagem reforçada, mas restrições legais americanas impedem a entrega de equipamentos militares sensíveis, como sistemas antissatélite e metralhadoras laterais.

Histórico da aquisição e cenário político no Rio

A compra do Black Hawk foi um dos últimos atos do governo de Cláudio Castro, que renunciou em março para disputar uma vaga no Senado. Castro foi posteriormente declarado inelegível por oito anos pelo TSE. Desde então, o governo estadual é exercido interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio.

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O contrato administrativo (SEI-350006/007998/2025) foi homologado pelo Tribunal de Contas do Estado em janeiro, pouco antes do anúncio público de Castro. A Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) confirmou que o contrato segue em vigor e que a empresa contratada, Blue Air Taxis Aéreo Ltda., tem 12 meses para entregar a aeronave. Contudo, a análise em curso pela Casa Civil pode alterar esse cenário.

A assessoria de imprensa da Casa Civil informou que a pasta está avaliando “questões técnicas e jurídicas” do contrato, sem previsão para uma decisão final. A Blue Air Taxis Aéreo Ltda. e o ex-governador Cláudio Castro foram procurados para comentar o caso, mas não responderam até o momento.

Fonte: G1

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